Passos desconhecia publicação de portaria sobre reforma hospitalar

No debate quinzenal, o chefe do Governo explicou que esta situação «não tem nenhum drama particular» e que o primeiro-ministro não tem de conhecer todas as portarias do Governo.

O primeiro-ministro admitiu, esta quarta-feira, que não teve conhecimento da intenção do Ministério da Saúde de publicar a portaria sobre a reforma hospitalar.

Questionado pelo bloquista João Semedo sobre o encerramento de valências em vários hospitais, Pedro Passos Coelho considerou que esta situação «não tem nenhum drama particular».

«Não está na minha função de primeiro-ministro conhecer todas as portarias que o Governo publica», acrescentou o chefe do Governo, que reiterou a ideia de que esta portaria é um ponto de partida para essa reforma hospitalar.

No debate quinzenal, Passos Coelho lembrou que «algumas destas matérias resultaram de trabalhos que estão publicados em relatórios e que estão disponíveis para debate público».

«Algumas destas matérias têm vindo a ser estudadas por especialistas há bastante tempo e têm vindo a ser publicamente debatidas. Se o Governo determina que é um ponto de partida e não de chegada, as linhas gerais são para debater», frisou.

Na resposta, João Semedo disse que o Governo tem agora uma «segunda geração de gorduras: Estado Social, Serviço Nacional de Saúde e hospitais».

«Esta portaria não é ingénua nem no conteúdo nem no momento em que é publicada. Ela vem responder a uma exigência de transformara o SNS e o Estado Social numa caricatura e numa miniatura», acrescentou o coordenador bloquista, que assegurou que o Governo terá oposição a esta intenção.

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