"Vacinas não são milagres." Temido admite que seja necessário reforço da vacinação

Ainda assim, a ministra diz ainda que "desconhecemos muito sobre a necessidade desses reforços".

A ministra da Saúde reitera esta quarta-feira que "as vacinas são efetivas, seguras, têm qualidade", mas não garantem que os vacinados não contraiam a doença.

"As vacinas não são milagres, são uma tecnologia, são um medicamento e têm o potencial de ter uma efetividade de 70%, 80% ou 90%. Isso significa que a possibilidade de uma pessoa vacinada contrair a doença ou formas grave da doença é reduzida em termos de probabilidade, mas há sempre risco", sustenta Marta Temido.

A governante acrescenta ainda que "vale a pena sublinhar que nós sabemos que provavelmente haverá necessidade de fazer reforços de vacinação". Ainda assim, a ministra diz ainda que "desconhecemos muito sobre a necessidade desses reforços".

"Estamos a adquirir quantidades de vacinas para 2022 e 2023 que permitirão esses reforços", assegura.

Habitantes de Lisboa e Vale do Tejo devem ser testados todas as semanas?

Questionada sobre se os habitantes de Lisboa e Vale do Tejo deveriam ser testados todas as semanas, Marta Temido explica que "a periodicidade dos testes depende muito da exposição ao risco".

"É evidente que um teste semanal para uma pessoa que esteja em teletrabalho que não tenha contactos sociais poderá não ser necessário. Para uma pessoa que tenha maior exposição a periodicidade será outra", esclarece.

A ministra da Saúde apela, contudo, aos habitantes desta região que usufruam dos testes gratuitos quando necessário.

Noutro plano, Marta Temido diz que o controlo de deslocação de populações é um desafio desta pandemia e garante que o governo português está a gerir a situação da melhor maneira possível. A ministra da Saúde reage assim às críticas da chanceler alemã.

Angela Merkel criticou esta terça-feira a falta de regras comuns na União Europeia (UE) relativamente às viagens, dando como exemplo a situação de aumento dos contágios em Portugal, que a seu ver "poderia ter sido evitada".

A ministra Marta Temido diz que a história não se repete, mas controlo das variantes não é antecipável.

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