2021: entre vacinas e mais vacinas, ouvimos um som de Marte e "turistou-se" no espaço

O ano das vacinas, poderia ser este o grande tema de 2021. Uma inoculação coletiva que não foi total, mas que garantiu que a maior parte da população portuguesa ganhasse alguma proteção contra a Covid-19. Um ano que arranca a 1 de janeiro com uma má noticia, a morte de Carlos do Carmo. Quatro dias depois morria o escultor João Cutileiro.

"O ano de 2021 será melhor do que 2020." A frase espelhava a expectativa de muitos depois das vacinas contra a Covid-19 terem arrancado a 27 de dezembro do ano anterior, criando uma onda de esperança para o ano que estava a entrar. O processo de vacinação avançou, mas não foi suficiente para travar o contágio e logo em janeiro o Governo decreta, mais uma vez, um confinamento que não abrangeu as escolas. Uma exceção que durou pouco. Quinze dias depois, os estabelecimentos escolares fecharam. O estado de emergência foi renovado por varias vezes e só foi levantado em abril.

Ao longo do ano, descobre-se um surto de Covid-19 em Odemira entre trabalhadores agrícolas, sobretudo estrangeiros, que destapou os abusos laborais e as más condições de em que viviam estas pessoas.

O fim do confinamento permitiu o regresso das greves sobretudo convocadas pelos sindicatos representativos dos trabalhadores de várias empresas públicas e privadas de transportes urbanos nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Com a chegada do verão chegam também os incêndios. Em 2021, destacam-se, pela sua dimensão, um em Odemira e outro em Castro Marim, que se estende para os concelhos de Vila Real de Santo António e Tavira.

No parlamento, debate-se e votam-se leis ao longo de todo o ano com destaque para a aprovação da lei inseminação 'post-mortem' e a gestação de substituição, as novas regras do teletrabalho e a lei da eutanásia que o Presidente da República veta por duas vezes e que devolve ao parlamento para ajustes. A lei há de voltar à Assembleia da República , mas só depois das eleições legislativas de 30 de janeiro de 2022.

Na ciência, a cientista Elvira Fortunato ganha o WFEO GREE Award Women 2020, o maior prémio internacional de engenharia destinado a distinguir o trabalho desenvolvido por mulheres engenheiras em todo o mundo. Elvira Fortunato é engenheira de materiais, vice-reitora para a Investigação da Universidade Nova de Lisboa, diretora do Centro de Investigação de Materiais (CENIMAT) e do laboratório associado i3N - Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação. Este ano, duas semanas antes de ter recebido este prémio, ganhou o Prémio Pessoa 2020.

No ano de 2021, a Terra ouve, pela primeira vez , um som de Marte captado pelo robô Perseverance que pousou na sua superfície. Um som contínuo a lembrar vento que deliciou quem o ouviu.

O ano, em termos de ciência, fica ainda marcado por outras viagens. Pela primeira vez, cidadãos, ricos, viajam até ao espaço dando inicio ao turismo espacial.

Neste ano cumpre-se a tradição e a academia sueca atribui a Abdulrazak Gurnah o Prémio Nobel da Literatura 2021. O escritor da Tanzânia escreve sobre refugiados e a sua escolha faz História porque desde 1986 que a academia não premiava um autor negro africano.

O Nobel da paz 2021 é atribuído, pela primeira vez, a dois jornalistas, a filipina Maria Ressa e o russo Dmitri Muratov, distinguindo o trabalho que ambos fazem em prol e em defesa da Liberdade de Imprensa. Por cá nascia a CNN Portugal.

Ainda o ano não terminara e o país descobre, com base no Censos 2021, que perdeu mais de 200 mil habitantes numa década, o que aconteceu pela primeira vez em 50 anos.

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