220 mil beatas dão origem a instalação na Costa da Caparica

A iniciativa tem como objetivo sensibilizar a população para os impactos ambientais da ponta de cigarro.

Para assinalar o Dia Mundial dos Oceanos, a Associação 10 milhões na Berma da Estrada vai expor uma instalação composta por 220 mil beatas. A obra é composta por dez painéis com 45 metros quadrados de restos de cigarros colados, que são uma amostra do que é atirado para o chão em Portugal durante 32 minutos.

O objeto foi feito com a ajuda de mais de 350 voluntários e vai estar exposto no domingo, entre as 14h00 e as 18h30, no paredão poente da Avenida 1º de Maio, na Costa de Caparica. Teresa Golão, da Associação 10 milhões na Berma da Estrada, explica que, para compor a instalação, foram recolhidas, desde 2016, beatas nas zonas ribeirinhas do Seixal, da Costa da Caparica e de Sesimbra.

A iniciativa tem como objetivo sensibilizar a população para os impactos ambientais da ponta de cigarro e, desse modo, tentar impedir que as pessoas deitem as beatas para o chão.

"A parte do filtro dos cigarros não se decompõe e depois os peixes pensam que é comida", alerta Teresa Golão, acrescentando que "para além de tudo o que vai parar ao mar, as beatas são mais uma coisa que escusava de lá estar".

Em vigor desde 2019, a lei das beatas - que prevê coimas até 250 euros para quem lançar pontas de cigarro para a via pública - originou 61 autos de contraordenação, havendo por isso ainda muitas beatas por recolher dos solos e dos oceanos.

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