A enfermeira não vai de mota, mas faz testes à Covid-19 em casa

O serviço da Glovo de testes ao domicílio quer crescer. Já está disponível em Lisboa, Oeiras, Cascais, Porto e Gondomar, mas o objetivo é alargá-lo a outros concelhos. Atualmente disponibiliza três tipos de testes: testes serológicos, testes antigénio e testes de saliva. Mas também aqui o objetivo é alargar a oferta.

"A enfermeira não vai de mota, não é um dos nossos estafetas", brinca Carolina Silva, gerente de contas da Glovo que assegura que a procura do serviço tem sido crescente. "As pessoas estão cada vez mais dispostas a sair de casa e existe mais propensão a fazer os testes." Carolina só não revela quantos pedidos foram feitos desde o início do projeto, mas assegura que foram muitos e o silêncio faz parte dos segredos do negócio.

No carro, Teresa Santana, uma das enfermeiras que responde aos pedidos de testes à Covid-19 endereçados à Glovo tem os kits completos. Tabuleiros, luvas, compressas, zaragatoas e três tipos de teste. Está pronta para responder às chamadas se elas chegarem fora do horário de serviço no Hospital de Santa Maria em Lisboa, onde trabalha. À TSF, explica como funciona: "há o alerta e a enfermeira que estiver mais perto e disponível diz que pode ir, contactamos sempre o utente que pediu o serviço para confirmar o número e o tipo de testes."

Para pedir um teste ao domicílio à Glovo, basta procurar na aplicação "Testes à Covid-19" na área da Saúde. O serviço aparece nos concelhos onde está disponível. Para já, apenas em Lisboa, Cascais, Oeiras , Porto e Gondomar é possível pedir, através da Glovo, para que uma enfermeira vá fazer o teste a casa, mas a ideia é alargar a oferta a outros concelhos. Na área metropolitana de Lisboa, o tempo médio de resposta ronda os 45 minutos. A garantia é dada por Soraia Gadit, diretora executiva da Inocrowd, uma das empresas fornecedoras de testes.

Os preços variam entre os 60 e os 90 euros e Soraia Gadit assegura que a fiabilidade dos testes que comercializa é muito elevada. Além disso, há neste projeto uma vantagem: são profissionais de saúde habilitados quem faz os testes.

Esta vantagem é sublinhada também por Teresa Santana. A enfermeira conta que além de testar, dá conselhos e orientações em caso de doença. Já perdeu a conta aos testes que realizou, mas revela que muitos foram positivos e nalguns desses casos manteve o contacto com o doente. "Ontem ou anteontem mandaram-me uma mensagem a agradecer mais uma vez porque não há palavras para agradecer", recorda a enfermeira que se sente um pouco como uma missionária.

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