A Guerra Fria passou por Portugal e os espiões foram protagonistas

A história da divisão de informações militares está contada em livro por Fernando Cavaleiro Ângelo.

Depois do fim da PIDE/DGS, e antes da chegada do SIS, foi a DINFO que ocupou o vazio das informações estratégicas, depois do 25 de Abril de 1974.

Os operacionais das forças armadas que vieram da guerra colonial, com experiência de recolha de informações foram a matéria-prima principal do inicio desta unidade.

Fernando Cavaleiro Ângelo, que já tinha escrito sobre unidades e operações secretas e clandestinas do tempo da guerra colonial, sintetiza agora duas década de história de uma unidade que teve um papel mais que militar.

Ele diz que a joia da coroa da DINFO, foi a Repartição E, protagonista de algumas operações contadas no livro.

Desde as operações antiterroristas contra grupos como as FP-25 de abril, até à vigilância aperta dos agentes soviéticos, que em Portugal, tentavam aceder a informações classificadas da NATO.

"Era mais fácil chegar a segredos da NATO em Portugal, que em Washington ou nos outros países europeus", explicou Fernando Cavaleiro Ângelo numa entrevista na Tarde TSF.

A abordagem de um agente hostil, a um militar pode passar por métodos tão diversos, como a chantagem ou pelo "namoro" de alguém que em termos ideológicos, pode sentir-se próximo de realidade que lhe é apresentada.

Sobre operações clandestinas, Fernando Cavaleiro Ângelo explica que elas são essenciais, mas quem as realiza, tem de ser conivente e tem de estar preparado para sofrer consequências de eventuais ilegalidades.

O livro chama-se "DINFO - a queda do último serviço secreto militar", e é uma edição Casa das Letras.

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