"A prazo" será um "rio morto". Amigos do Arunca pedem ajuda para travar a seca total

O rio Arunca encontra-se numa situação de agravamento do stress hídrico, mas há quem o queira salvar. Os "Amigos do Arunca" prometem não baixar os braços.

Um rio quando morre não morre de pé, mas vai-se extinguindo, como sempre correu, na sua horizontalidade diminuída. No Dia Mundial da Água, o rio Arunca, na zona Centro do país, é imagem que não seca as preocupações já repetidas também noutras regiões do país relativamente aos recursos hídricos nacionais. O grupo informal "Amigos do Arunca" escreveu uma carta aberta a várias entidades para pedir medidas que não deixem morrer o rio.

Ouvido pela TSF, o presidente da Câmara de Soure, Mário Jorge Nunes, garante que partilha das preocupações dos "Amigos do Arunca". A autarquia já está a vigiar o curso de água que nasce em Pombal "com análises regulares semanais no verão e mensais nos restantes meses do ano, para até lhe dar aproveitamento segundo as regras da Direção-Geral da Saúde e da Agência Portuguesa do Ambiente para fins lúdicos", detalha o autarca, que lança também um apelo a entidades como a APA, o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) para um reforço desta monitorização "para que o Arunca seja a prazo um rio morto do ponto de vista ambiental".

"Vamos criar um observatório do Arunca, contamos muito com os dois municípios e com os agrupamentos de escolas que vão ter um papel fundamental", adianta Mário Jorge Nunes, sobre uma ideia lançada num seminário dos Amigos do Arunca, para "fazer do Arunca um rio melhor".

"Encontrámos uma lontra morta no rio, e isso desencadeou um movimento cívico." Lucília Ribeiro pertence ao grupo dos defensores do rio, e acredita na urgência do caso. Em entrevista na Manhã TSF, com Fernando Alves, saúda a criação do observatório, sublinhando que ainda há tempo para salvar o rio. "O rio tem sofrido demasiadas agressões, e em várias zonas nós encontramos zonas problemáticas. Provavelmente depois da ETAR as coisas complicam-se ainda mais."

"A natureza tem um poder de resiliência muito grande, e penso que as coisas ainda podem ser agarradas. A natureza consegue recolocar aquilo que nós vamos tirando ou que vamos colocando e que prejudica." Lucília Ribeiro alerta que "a renaturalização dos espaços é um foco importante para que haja mais resiliência por parte do rio".

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