A "razão" venceu. Meta da neutralidade carbónica da China "é uma excelente notícia"

A China gera um quarto das emissões de gases de efeito estufa do planeta. Por isso, Filipe Duarte Santos reconhece que esta meta é um desafio difícil, mas concretizável.

A China prometeu na Assembleia Geral das Nações Unidas, esta terça-feira, atingir a neutralidade das emissões de carbono até 2060, o que o especialista em alterações climáticas Filipe Duarte Santos considera uma "excelente notícia".

Em entrevista à TSF, o professor universitário e responsável pelo Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável sustenta que este anúncio"mostra que, apesar de tudo o que se está a passar, acaba por prevalecer a razão".

A China gera um quarto das emissões de gases de efeito estufa do planeta. Por isso, Filipe Duarte Santos reconhece que esta meta é um desafio difícil, mas concretizável.

O especialista acredita que esta posição da china pode pressionar os Estados Unidos da América a adotarem a mesma postura, mas só se a presidência norte-americana mudar.

"Se houver uma nova presidência nos Estados Unidos, as coisas em relação às alterações climáticas mudam, os Estados Unidos voltam a fazer parte do Acordo de Paris e em tudo o que diz respeito ao ambiente haverá novamente uma regressão daquela transformação com esta administração de rejeição daquilo que tinha sido conseguido em termos de ambiente em termos legislativos na presidência de Obama", remata.

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