Adesão à greve de trabalhadores da Rodoviária de Lisboa ronda os 75%

De acordo com o presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Rodoviária de Lisboa, as revindicações dos trabalhadores são as mesmas das anteriores paralisações, ou seja, é pedido um aumento salarial para 750 euros, de forma a "compensar o salário mínimo".

A adesão à greve de 24 horas dos trabalhadores da Rodoviária de Lisboa (RL), que opera em quatro concelhos do distrito, para exigir melhorias salariais rondava às 07h20 desta sexta-feira os 75%, disse à Lusa fonte sindical.

"Segundo a indicação que temos dos centros operacionais, a adesão hoje ronda os 75%, um bocadinho mais elevada do que as anteriores que andavam à volta dos 60 a 70%", disse à Lusa o presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Rodoviária de Lisboa (SITRL).

A empresa opera nos concelhos de Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira, servindo cerca de 400 mil habitantes.

João Casimiro adiantou à Lusa que os trabalhadores continuam a não ter qualquer resposta por parte da empresa.

"Vamos dar um compasso de espera para ver se conseguimos 'feedback' por parte da empresa. Se não houver, vamos falar com os trabalhadores e avançar para outras formas de luta, nomeadamente greves parciais", disse.

De acordo com João Casimiro, as revindicações dos trabalhadores são as mesmas das anteriores paralisações, ou seja, é pedido um aumento salarial para 750 euros, de forma a "compensar o salário mínimo".

Atualmente, o ordenado médio de um trabalhador da RL é de cerca de 700 euros (brutos), enquanto o ordenado mínimo nacional é de 705 euros.

A greve, convocada pelo Sindicato Independente dos Trabalhadores da Rodoviária de Lisboa (SITRL), teve início às 03:00 de hoje e termina às 03:00 de sábado.

Esta é a 14.ª paralisação que os motoristas da RL realizam desde julho do ano passado, tendo a mais recente decorrido em 01 de junho, altura em que também foi apresentado um pré-aviso de greve ao trabalho extraordinário durante o mês de junho.

Entre as reivindicações encontram-se ainda a atualização do salário dos demais trabalhadores na mesma percentagem do que as dos motoristas e a atualização do subsídio de refeição nos mesmos termos percentuais, a redução do intervalo de descanso para o máximo de duas horas e a valorização da carreira da manutenção.

Na sua página na Internet, a empresa indica apenas que "recebeu um pré-aviso de greve para o dia 01 de julho" e pede desculpa "por qualquer perturbação que ocorra no normal funcionamento do serviço".

A RL deverá integrar em janeiro de 2023 a recém-criada Transportes Metropolitanos de Lisboa, que operará nos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa.

A empresa de transporte rodoviário de passageiros opera nos concelhos de Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira, servindo cerca de 400 mil habitantes.

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