Adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil demite-se após polémica com kits

Recomendação de empresas para compra de kits de autoproteção por ajuste direto partiu de Francisco José Ferreira.

O técnico Francisco José Ferreira, adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil, demitiu-se esta segunda-feira após ter sido noticiado o seu envolvimento na escolha das empresas para a produção dos kits de emergência para o programa Aldeias Seguras.

Numa nota enviada à agência Lusa, o gabinete do ministro da Administração Interna informa que "o Técnico Especialista Francisco José da Costa Ferreira pediu a exoneração de funções no Gabinete do Secretário de Estado da Proteção Civil".

O pedido foi aceite pelo secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, acrescenta a mesma nota oficial. Uma informação confirmada, entretanto, pela TSF.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse à TSF que foi na sequência da Resolução do Conselho de Ministro que "recorreu a dois procedimentos de consulta prévia" para aquisição de golas e de kits de autoproteção, tendo-se consultado cinco empresas: Foxtrot Aventura, Brain One, Codelpor, MOSC - Confeções e EDSTATES - Confeções e Bordados.

Segundo avança o Jornal de Notícias esta segunda-feira, a recomendação para estas cinco empresas partiu do adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil, Francisco José Ferreira.

Depois de o secretário de Estado José Artur Neves ter garantido este domingo que não conhecia as empresas, Francisco José Ferreira, também presidente da concelhia do PS/Arouca, assume que foi ele quem as indicou.

O mesmo jornal avança que a empresa Foxtrot Aventura é propriedade do marido de uma autarca do PS de Guimarães, enquanto o jornal i acrescenta que a empresa foi criada no final de 2017, 60 dias depois de o Governo ter decidido em Conselho de Ministros a criação do programa Aldeias Seguras.

[Notícia em atualização]

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