ADSE paga cada vez mais tarde aos funcionários públicos e familiares

Conselho diretivo admite atrasos. Quem supervisiona a ADSE diz que há faturas em que os beneficiários aguardam há meses para receber o dinheiro.

O relatório de atividades de 2018 da ADSE admite atrasos nos pagamentos aos beneficiários no chamado regime livre, com o parecer do Conselho Geral e de Supervisão a falar mesmo de faturas com atrasos de vários meses no seu pagamento. Os dois documentos, a que a TSF teve acesso, explicam que o número de beneficiários subiu 0,8% e as contas até apresentam sinais positivos.

O relatório apresentado pelo conselho diretivo aponta mesmo para uma redução de 2% na despesa que reflete "a diminuição de pagamentos no regime livre que se encontram atrasados face ao ritmo habitual de reembolsos".

O regime livre é uma modalidade que permite aos beneficiários aceder a cuidados de saúde fora da rede convencionada da ADSE, pagando a totalidade da despesa e pedindo depois o reembolso.

Ao todo, os pagamentos por este regime caíram 9% "o que deriva no atraso nos reembolsos de recibos, cujo prazo subiu para 60 dias", num "atraso" que "se deve, em grande medida, ao esforço que foi feito para recuperar os pagamentos às regiões autónomas, bem como uma maior exigência na verificação da necessidade clínica para a realização dos atos".

Por seu lado, o Conselho Geral e de Supervisão, que chumbou o relatório de atividade, sublinha com preocupação estes atrasos, garantindo que "o prazo médio de pagamento das comparticipações dos beneficiários em regime livre quase duplicou", "havendo faturas com atrasos de vários meses no seu pagamento", resultado, sobretudo, "da falta de recursos humanos e dos acréscimos resultantes da integração dos Beneficiários nas Regiões Autónomas".

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