Advogado da família do trabalhador atropelado confirma tese de Rio. Carro de Cabrita não está registado

José Joaquim Barros aponta incoerências no registo do veículo que vitimou trabalhador na ​​​​​​​A6.

O advogado da família do trabalhador atropelado mortalmente pelo carro onde seguia o ministro da Administração Interna critica o secretismo que rodeia todo este caso. À TSF, o advogado José Joaquim Barros foi surpreendido pelo comunicado divulgado pelo governante sobre a propriedade do veículo e aponta várias incoerências.

"Desde logo, há uma incoerência muito grande. Se o carro não foi declarado perdido a favor do Estado e foi simplesmente, a que propósito é que um instituto público, que gere ou que tem o dever de gerir os veículos do Estado, a que propósito é que ele intervém aí. Mas sobretudo, a questão, por muito que queiramos disfarçá-la, é flagrante. O automóvel é um bem móvel sujeito a registo. Eu não conheço nenhuma exceção a esta lógica", questiona o advogado.

José Joaquim Barros andou a tentar perceber o que está em causa pelo facto de o carro estar apenas apreendido e acredita que o líder do PSD, Rui Rio, tem razão. Seja qual for a situação deste veículo, este veículo tem de estar registado ou matrícula. Já soube que a matrícula deste veículo é provisória e que a lei prevê hipótese nos veículos apreendidos a favor do Estado", esclarece.

O advogado da família do trabalhador atropelado, que deixa a mulher e duas filhas, não entende toda a polémica em torno do caso e defende que se Ministério de Eduardo Cabrita tivesse tido uma postura diferente no início do caso, tudo seria diferente.

"O povo português esperava outra atitude do ministro e do Governo. O povo português não pode continuar a ser tratado como se fossem tolinhos. Este comunicado do gabinete do ministro acaba-se por se traduzir em qualquer situação idêntica a isto", lamenta José Joaquim Barros.

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