Afinal, trotinetes elétricas não são tão amigas do ambiente como se pensa

Estudo revela pegada carbónica das trotinetes é superior a outros meios de transporte. João Branco, da Quercus, concorda com o estudo e garante que solução não é amiga do ambiente.

As trotinetes elétricas não são tão amigas do ambiente como se pensa. O alerta é de um estudo da Universidade da Carolina do Norte, divulgado pelo jornal Guardian , que revelou que este meio de transporte tem uma pegada carbónica superior a outros veículos.

Em causa estão um conjunto de fatores que os investigadores consideram fulcrais nesta análise, nomeadamente a produção industrial, o carregamento elétrico e uso das carrinhas que recolhem as trotinetes. Assim, apesar de o veículo em si ser pouco poluente, todo o processo acaba por fazer com que este meio de transporte seja responsável por mais emissões de gases de estufa do que as bicicletas, os autocarros ou mesmo os ciclomotores.

O estudo em causa destrói a imagem de neutralidade carbónica que em que as empresas de trotinetes baseiam.

"Não é solução amiga do ambiente"

João Branco, da Quercus, concorda com as conclusões e explica que o facto de as trotinetes serem elétricas não significa que tenham pegada carbónica zero.

"Uma parte substancial da eletricidade é produzida de combustíveis fósseis e em Portugal a eletricidade que provém de combustíveis fósseis ainda anda à volta dos 40%", começa por explicar, em declarações à TSF.

A trotinete pode ser vista como boa "para as pessoas andarem e se divertirem", diz, "mas não é uma solução de mobilidade amiga do ambiente", tendo em conta que a recolha destes aparelhos "é feita por veículos movidos a combustíveis fósseis" e necessitam de matéria-prima que tem pegada carbónica.

Por outro lado, João Branco chama ainda a atenção para outro pormenor, a duração das trotinetes. "Não se sabe se a vida útil é suficiente para ela compensar o carbono que emitiu ao ser construído", alerta.

As trotinetes estão presentes em cada vez mais cidades em todo o mundo e Portugal não é exceção, com estes veículos já presentes em Lisboa, Porto, Coimbra e Faro.

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