Afinal há 900 mil portugueses sem médico de família

A "situação agravou-se" em relação a março, admite a ministra da Saúde. O Governo justifica com aposentações e aumento de inscrições nos centros de saúde.

Os dados de março apontavam para 800 mil utentes sem médico de família, mas a ministra da Saúde reconhece que a situação piorou no mês de abril.

"De facto, em abril a cobertura situava-se nos 91%, correspondendo a 91 mil utentes sem médico de família. Não são, portanto, exatas as notícias que referem que este número se situa nos 800 mil", admitiu Marta Temido, na comissão parlamentar de Saúde, onde está a ser ouvida.

A ministra justifica este agravamento com as "mais de cem aposentações de especialistas em medicina geral e familiar" e com o facto de ter havido "mais 59 mil inscritos" nos centros de saúde "só neste quadrimestre."

Numa primeira reação, o deputado do PSD Maló de Abreu recordou que , em 2016, António Costa prometeu que, no ano seguinte, em 2017, todos os portugueses teriam médico de família e desafiou a ministra a concretizar quando espera ter condições de cumprir o compromisso.

Marta Temido respondeu que o "compromisso é continuar a trabalhar para atribuir médico de família a todos os portugueses".

"Quando recebemos o ministério, em 2015, havia um milhão de portugueses sem médico de família, hoje, em contexto hostil, temos menos de 900 mil", sublinhou a ministra da Saúde.

O PSD recebeu com ironia a garantia do Governo: "Ficamos a saber que no dia de São Nunca à tarde teremos um médico de família para cada português, como prometeu o primeiro-ministro", disse o deputado Maló de Abreu.

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