"Afronta e falta de dignidade." Oficiais da PSP juntam-se pela primeira vez a manifestação

Vice-presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia considera que a proposta é indigna e exige que o subsídio de risco chegue aos 430 euros.

O Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP) vai para a rua, pela primeira vez, esta quinta-feira. Em causa está o valor apresentado pelo Governo para o subsídio de risco da PSP e da GNR, que varia entre os 80 e os 100 euros.

O vice-presidente do sindicato considera que essa proposta é indigna e exige que o subsídio de risco chegue aos 430 euros. Bruno Pereira refere que se trata de uma das principais e mais antigas reivindicações dos agentes de segurança e que, por isso, o sindicato nacional de oficiais de polícia vai, pela primeira vez, participar numa manifestação que junta os sindicatos da PSP e da GNR.

"Quando estamos a discutir um assunto já há tanto tempo proclamado, discutido e reivindicado, querer atribuir estes valores como aquilo que é a verdadeira representação do risco na vida de um polícia é uma afronta, é indigno. É também por termos percebido que, neste momento, o Governo queria mais uma vez tratar-nos como uma polícia que não tem a dignidade que lhe é merecida, que decidimos apoiar e participar ativamente neste protesto que é democrático, acima de tudo", explicou à TSF Bruno Pereira.

O responsável que representa a maioria dos oficiais da PSP espera que o Governo cumpra o que foi aprovado na Assembleia da República.

"Espero bem que, depois de tudo o que temos estado a fazer nas últimas semanas, o Governo possa repensar, rever e decidir de acordo com aquilo que foi a ideia votada por maioria parlamentar no ano passado. Que o valor no fim seja digno, de acordo com aquilo que é uma função do Estado que é indiscutível, imprescindível e é fundamental num Estado de direito", acrescentou o vice-presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia.

O SNOP vai juntar-se, na quinta-feira, a mais 13 sindicatos da PSP e da GNR para reivindicar o valor do subsídio de risco. A manifestação vai decorrer junto ao local do Conselho de Ministros e também em frente ao Ministério da Administração Interna.

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