Agricultores de Odemira defendem vacinação de trabalhadores imigrantes

Responsável pela Associação de Horticultores e Fruticultores de Odemira explica que alguns proprietários têm procurado encontrar casas para realojar trabalhadores que vivem em situações mais precárias.

O presidente da Associação de Horticultores e Fruticultores de Odemira (AHSA) defende que os imigrantes trabalhadores agrícolas deviam entrar nos grupos prioritários de vacinação.

"Eu percebo a sensibilidade de uma decisão dessas, mas faria todo o sentido para descanso da população em geral e para a viabilização de uma atividade económica fundamental para a região", diz Luís Mesquita Dias.

O responsável pela associação explica que alguns proprietários, em colaboração com a autarquia, têm procurado encontrar casas para realojar trabalhadores que vivem em situações mais precárias.

No acordo feito com o Governo para que a testagem à Covid-19 fosse possível de realizar em tanta gente que se encontra dentro da cerca sanitária e a passagem diária dos trabalhadores não causasse constrangimentos nas estradas, a AHSA comprometeu-se a trabalhar apenas com um terço dos funcionários necessários às colheitas. De um universo de 4500 trabalhadores o presidente da AHSA estima que estejam apenas a laborar apenas 1500.

"As empresas estão preocupadas, cansadas pelo esforço de coordenação e adaptação", diz Luís Mesquita Dias. O responsável pela Associação salienta que "há constrangimento na quantidade de fruto colhido", o que leva que muita da produção esteja perdida e haja" incumprimento nos acordos comerciais "

No concelho de Odemira todos anseiam pelas decisões do próximo Conselho de Ministros e o presidente da Câmara afirmou na segunda-feira que Longueira/Almograve não tem tido novos casos de infeção, embora S. Teotónio permaneça nos 550 casos por 100 mil habitantes. No entanto, os números não contam com a população imigrante e essa, nalguns, casos já ultrapassa a população local.

O presidente da AHSA nem quer pensar na possibilidade de ser levantada a cerca a Almograve e não a S. Teotónio. "Seria um desastre", afirma.

Almograve tem centro de testagem

A presidente da Junta de freguesia de Longueira/Almograve considera que a cerca sanitária tem causado muitos constrangimentos à população.

"Felizmente ontem foi montado um centro de testagem no pavilhão Multiusos que já funcionou entre as 16h e as 20h e hoje está também a funcionar", adiantou Glória Pacheco.

A autarca diz esperar que o centro funcione enquanto durar a cerca porque na localidade não existe um farmácia onde se possam comprar testes rápidos.

"Temos que nos deslocar a S. Teotónio, são muitos quilómetros e já basta a situação frágil em que as pessoas se encontram a nivel económico, social e de saúde mental", enfatiza.

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