Agricultores não acreditam que ministro perceba consequências da relocalização

Presidente da cooperativa agrícola diz querer acreditar que Matos Fernandes estava "sob pressão" ao dar ideia de deslocalizar aldeias.

O presidente da Cooperativa Agrícola de Montemor-o-Velho não acredita que Matos Fernandes tenha noção dos problemas que se gerariam se fosse colocada em prática a sua sugestão de deslocalizar as aldeias do Mondego que correm perigo de inundação.

À TSF, Armindo Valente diz querer acreditar que o ministro estivesse "sob pressão" ao dar a ideia. "Não quero acreditar que o senhor Ministro vá pensar em mudar das margens do Mondego todas as pessoas", explica, acrescentando que se tal fosse feito, teria de ser alargado também "à orla marítima".

Neste caso, lembra o representante dos agricultores, é preciso ouvir quem conhece o terreno. "Temos de perceber que a situação pode ter uma solução a montante, que é criar mais barragens - chegaram a estar previstas - para reter a água a montante."

Assim, explica, no verão "seria possível ter água", evitando situações como a destas cheias no inverno e deixa uma crítica ao ministro: "Dizer 'se estão mal, mudem-se' não pode acontecer."

Também esta terça-feira, a Confederação Nacional da Agricultura tinha deixa duras críticas ao ministro, que acusou de ter tido uma "alucinação".

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