"Ainda há muito para avançar nos direitos das vítimas de crime"

No dia em que Associação Portuguesa de Apoio à Vítima assinala 30 anos de vida, o presidente da APAV elogia o "salto civilizacional importante" nas últimas três décadas, mas alerta que ainda falta apoio público na defesa de alguns direitos das vítimas.

Mais de 320 mil pessoas foram ajudadas pela APAV ao longo dos últimos 30 anos de existência. Criada em 1990, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima tem ajudado familiares e vítimas de uma ampla gama de crimes.

Em entrevista à TSF, o presidente da APAV, João Lázaro refere que atualmente a instituição apoia vítimas de 80 tipos de crimes com destaque para os crimes contra as pessoas. Nesta tipologia, o que se destaca são os crimes de violência doméstica.

A cibercriminalidade também assume destaque, dado que é um modo de praticar crimes que já existiam (injúrias ou burlas) mas também pelo impacto que os novos crimes informáticos têm.

Para o dirigente da APAV, ser vítima de crime é hoje muito diferente do que era há 30 anos. Deixou de ser uma "fatalidade com que se tinha de viver" e passou a ser "algo que as pessoas tentam assumir, exercendo os direitos que têm e ultrapassar".

João Lázaro nota uma evolução na forma como a sociedade encara as vítimas de crimes, com mais consciencialização e maior preocupação com o que acontece às pessoas. "Isso é um fenómeno que tem ajudado muito à criação de um sentimento de intolerância social e que passa por um controle social saudável" sobre a criminalidade.

Apesar de Portugal ter "políticas públicas muito avançadas" na proteção de vítimas de violência doméstica ou de tráfico de seres humanos, o presidente da APAV refere que é preciso desenvolver políticas públicas e avançar na proteção das vítimas de outros crimes, sejam eles "um pequeno furto ou um homicídio".

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