Ajudas às famílias são bem-vindas, mas "despejar dinheiro" não aumenta a natalidade

Como incentivar os portugueses a ter mais filhos? Em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias no programa o Em Alta Voz, Gonçalo Matias, presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da Fundação Francisco Manuel dos Santos, defende que é preciso ir mais longe nas políticas para resolver o problema demográfico.

"A questão da demografia não pode ser olhada apenas pela perspetiva da natalidade. É necessário olhar para a questão demográfica também da perspetiva da atração da imigração, até porque só ela permite controlar o défice no curto prazo. As medidas de natalidade demoram muito tempo a produzir efeitos. Aliás, conseguimos controlar o défice demográfico em 2018 e 2019, porque conseguimos atrair pessoas, mas a natalidade não funciona assim. Por outro lado, a questão da natalidade não se resolve só a despejar dinheiro sobre o assunto, por exemplo, este mês de outubro, quem tem filhos vai receber 50 euros por criança. Certamente ajuda, mas não é isso que vai fazer com que as pessoas queiram ter mais filhos. A questão da natalidade tem de ser olhada de forma transversal e muito séria, não é no Orçamento do Estado que isso se vai resolver, é através de políticas. Políticas que tenham a ver com a integração no trabalho, com as licenças de parentalidade, e com a possibilidade de ambos os pais partilharem de forma mais flexível as suas licenças. Portanto, tem muito mais a ver com a conciliação entre a vida familiar e a vida profissional, do que propriamente com o cheque que possa sair do Orçamento do Estado."

LEIA AQUI A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

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