Alargamento do porto de Portimão deve estar concluído até 2026

Processo arrasta-se há dez anos.

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, José Apolinário, espera que, até 2026, as obras de alargamento do porto de Portimão possam estar concluídas. Depois de a Agência Portuguesa para o Ambiente (APA) ter dado parecer favorável, com condicionantes, à declaração de impacto ambiental, o responsável considera que é uma boa notícia para a região e que este projeto teve um desfecho positivo, mas para avançar ainda faltam muitos passos.

O processo arrasta-se há dez anos. Foi chumbado em 2018 e, de reformulação em reformulação, finalmente teve agora um parecer favorável, mas é preciso que o projeto responda a algumas condições, como revela o presidente da Comissão de Coordenação da Região do Algarve.

"Articular com os municípios de Portimão e Lagoa e com a administração do porto de Sines e do Algarve o procedimento e financiamento relativo à pesquisa arqueológica subaquática necessária como condição prévia, que calculo que demorará entre um a dois anos, defender com o Governo e com fundos europeus a descarbonização e requalificação ambiental do Porto é algo que gostaríamos de fazer até 2024 e que envolve cerca de 12 milhões de euros de investimento. Por outro lado, reforçar e aumentar a utilização do Porto, nomeadamente de embarcações de navios de cruzeiro de pequena dimensão. Atualmente o Porto tem embarcações de 210 metros, no futuro passara para 273 metros", explicou à TSF José Apolinário.

O alargamento e aprofundamento de oito para dez metros do canal do porto de Portimão vai permitir que os navios de maior porte possam aceder ao cais. Todo o processo vai ser acompanhado pela Direção-Geral do Património Cultural, visto que o rio Arade é uma área de vasto património arqueológico subaquático.

As areias dragadas serão repostas nas praias de Lagos, Portimão e Lagoa. José Apolinário lembra que o consenso entre todas as partes foi determinante para avançar com o processo.

"Quero também sublinhar que no momento crítico houve um documento conjunto assinado pelas autarquias de Portimão, Lagoa e Ferragudo no sentido de manifestar ao Governo o interesse estratégico para a região do Porto", acrescentou o presidente da CCDR.

Segundo o presidente da CCDR, há empresas espanholas interessadas em aumentar o ritmo de navios de cruzeiro que partirão de Cádiz passando por Sevilha, Portimão e Lisboa. Em 2016, o estudo feito sobre o retorno económico destas obras apontava para uma ordem de 40 milhões de euros.

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