Algarve deve ter centro de Procriação Medicamente Assistida até ao final do ano

Orientação para algumas das técnicas mais específicas estava dependente do Centro Hospitalar Lisboa Norte ou do Hospital Garcia de Orta.

O Governo quer abrir, até ao final do ano, um centro de procriação medicamente assistida no Algarve para melhorar o acesso a tratamentos "nesta região e na periferia". O equipamento, que vai ser criado no Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA), vai dar resposta a quem chega a esperar anos por uma consulta desta área médica.

O anúncio do projeto, que está incluído no Plano Estratégico do CHUA foi feito pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales. A equipa de Ginecologia e Obstetrícia desta unidade hospitalar já fazia alguns - não todos - os procedimentos necessários na área da Procriação Medicamente Assistida, mas o novo centro vai acabar com a espera por uma consulta em Lisboa.

"Tudo o que seja fertilização in vitro e outras técnicas mais diferenciadas carecia de orientação, ou no Centro Hospitalar Lisboa Norte, ou no Hospital Garcia de Orta, que dá resposta ao Sul", algo que se tornou insuficiente devido ao tamanho da lista de espera.

Muitas das pessoas "acabavam por estar muito tempo em espera e ultrapassavam os timings desejados", incluindo a idade de poder ter filhos, nota Ana Castro, presidente do Conselho de Administração do CHUA.

O novo centro deve abrir até ao final do ano mas, até lá - e além de ter de ser equipado - é preciso encontrar um espaço para que possa funcionar no Hospital de Faro, uma unidade que está sempre no seu limite.

"Temos estado a ver os melhores espaços e a melhor reorganização", garante Ana Castro. O hospital tem em curso "um projeto de obras ao nível das Urgências e de outros pisos do edifício principal do hospital de Faro".

O projeto deste centro vai ficar a cargo da equipa de Obstetrícia e Ginecologia do CHUA, uma equipa que se debate com falta de médicos há vários anos.

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