Algarve procura fontes alternativas de água

O ministro do Ambiente pretende que se comece a reutilizar a água tratada de esgoto para vários fins e fazer estudos para conhecer a viabilidade de uma central de dessalinização na região sul do país.

Com grande parte do país em seca moderada e algumas zonas mesmo em seca severa, como nalguns locais do Algarve, o ministro do Ambiente adverte que é mesmo preciso poupar água.

João Pedro Matos Fernandes considera que, no Algarve, terá que se começar a fazer estudos para ponderar dessalinizar a água do mar."Essas soluções vão ser estudadas do ponto de vista técnico e económico-financeira", garante o ministro, ressalvando que estas só poderão avançar se não forem onerosas e não aumentarem a tarifa da água dos consumidores.

Isto porque uma central de dessalinização utiliza muita energia, e a água produzida não sairá barata. Por esse motivo, o ministro do Ambiente defende que os recursos hídricos deverão ser apenas utilizados para consumo humano.

Estes estudos, tendo em vista enfrentar a seca e as alterações climáticas, são uma das tarefas futuras da Águas do Algarve.

A empresa assinou esta quarta-feira com o Estado o contrato de concessão por 30 anos do abastecimento de água e saneamento à região, um espaço de tempo em que serão investidos cerca de 300 milhões de euros.

Mas o ministro do Ambiente sublinha que, a curto prazo, é preciso começar a utilizar a água tratada do esgoto na rega de espaços públicos, na lavagem de ruas ou contentores. "A reutilização das águas residuais pode injetar quase mais 20 por cento no ciclo urbano da água", sublinha Matos Fernandes.

Até 2025, a Águas do Algarve quer utilizar pelo menos 10% dos efluentes tratados para vários fins, de modo a encontrar alternativas à falta de água.

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