"Alguma mágoa." Farmácias lamentam exclusão do plano de vacinação

Manuela Pacheco garante que as farmácias estão disponíveis para participar na vacinação mas alerta que a falta de conhecimento das vacinas pode limitar a intervenção.

A presidente da Associação das Farmácias de Portugal, Manuela Pacheco, lamenta que o setor tenha ficado excluído do plano de vacinação contra a Covid-19 em Portugal. Soube-se esta quinta-feira que as vacinas vão ser distribuídas em Portugal pelo Serviço Nacional de Saúde e que serão administradas nos pontos de vacinação habituais dos centros de saúde, nos lares e unidades de cuidados continuados.

Em declarações à TSF, Manuela Pacheco dá conta do estado de espírito no setor: "Não só não estão a contar connosco para colaborar como nem sequer nos integraram nos grupos de trabalho."

A atitude causa "algum desagrado e alguma mágoa" às farmácias, que dizem ter estado até agora "disponíveis e na primeira linha".

As farmácias também ainda não sabem "quais as vacinas que vão ser disponibilizadas e quais as condições de armazenamento", algo que pode "constituir alguma limitação" à sua intervenção.

Manuela Pacheco reitera a disponibilidade das farmácias "para participarem na vacinação", desde que essa participação esteja ao alcance das mesmas. "As farmácias e farmacêuticos que nelas trabalham têm todas as condições, capacidade e espaços preparados para administrarem a vacina", garante.

Para a primeira fase do plano de vacinação, que deverá decorrer entre janeiro e março de 2021, os pontos de vacinação foram definidos tendo em consideração os grupos prioritários no acesso à vacina: as pessoas com mais de 50 anos com patologias associadas, residentes e trabalhadores em lares, e profissionais de saúde e de serviços essenciais.

LEIA AQUI TUDO SOBRE O NOVO CORONAVÍRUS

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de