Alunos com ordem de isolamento marcam encontros e passeiam em centros comerciais 

Delegado de saúde da Amadora garante que não são a maioria, mas caso leva a fazer apelo aos pais e, sobretudo, aos miúdos.

Há alunos de duas escolas fechadas na Amadora, desde o início da semana, por causa do novo coronavírus, que deviam estar isolados em casa depois da confirmação de uma professora e de dois estudantes doentes, que andam a marcar encontros ou a passear em centros comerciais.

O caso é contado à TSF pelo delegado de saúde da zona. António Carlos da Silva garante que a maioria dos alunos está, de facto, a cumprir as indicações de isolamento.

Contudo, têm-se registado problemas com um grupo minoritário que obriga os responsáveis pela saúde pública da Amadora a contactarem, no "dia-a-dia", a direção das escolas, os amigos e os pais.

"As informações que nos chegam revelam um grupo que se organiza para ir a centros comerciais e a outros sítios..."

"O isolamento profilático é mesmo para ficar em casa, por isso é que se chama isolamento", nem pode servir para se encontrarem com outros amigos em casa, refere António Carlos da Silva que aproveita para fazer um apelo aos mais de dois mil alunos destas duas escolas da Amadora:

"Temos de dizer aos miúdos que o isolamento é mesmo para ficar em casa. Podem andar na Internet, a jogar, mas mantenham-se em casa, por favor".

António Carlos da Silva acrescenta que em paralelo têm enfrentado outra dificuldade: alunos de outras escolas, que continuam abertas, e que querem ter ordem de isolamento.

"Vêm aos serviços e dizem que tiveram contacto com os alunos das escolas fechadas para ficarem em casa e depois de umas perguntas percebemos que são estratégias para não irem às aulas".

O que vale, explica o responsável, é que estes casos "são poucos e a situação está controlada".

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