Alunos de medicina em isolamento podem fazer exame para especialidade. Mas quem tem Covid fica em casa

Marcado para esta segunda-feira, o exame de acesso à especialidade vai juntar várias centenas de alunos no mesmo espaço. DGS divulgou um plano de contingência com recomendações para evitar a propagação da Covid-19.

Apesar da pandemia, quase 2800 estudantes de medicina que se formaram este ano fazem esta segunda-feira a prova nacional de acesso à especialidade. É um exame muito aguardado pelos jovens médicos, que serve para determinar as escolhas da especialidade médica que vão fazer no futuro, mas a Covid-19 veio impor algumas alterações às regras da prova.

Quem está em isolamento profilático, por ter tido um contacto de alto risco com um caso confirmado de Covid-19 nos 10 dias antes da realização da prova, está autorizado a fazer o exame, desde que esteja assintomático e apresente um teste negativo realizado até 48 horas antes da prova, 28 de novembro.

Os candidatos que tenham testado positivo para a Covid-19 não vão poder realizar a prova, já que "seria impossível garantir as condições para a realização do exame".

A presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) explica que é preciso ter em conta "todas as deslocações necessárias, pessoas que não tenham carro têm de se deslocar de transportes públicos, alguém teria de levá-las num carro".

Em declarações à TSF, Mar Mateus da Costa fala de "uma situação extremamente desagradável para qualquer pessoa. Os médicos preparam-se durante cerca de um ano para realizar esta prova, e verem-se assim impedidos de a realizar é objeto de frustração", mas aponta que o plano de contingência aprovado pela Direção-Geral da Saúde não permite a realização da prova.

A ANEM não tem dados de quantas pessoas não vão poder realizar o exame por estarem infetadas com Covid-19 e afirma não haver informação de quando poderão fazê-lo. A associação teme que tal só seja mesmo possível na prova de 2021.

FIL, Europarque a Caves

Em vez dos locais habituais, a prova vai decorrer em três pavilhões amplos: na Feira Internacional de Lisboa (FIL, no Europarque de Santa Maria da Feira e nas Caves de Coimbra.

Os locais foram escolhidos "por serem maiores, permitem uma maior circulação de ar, um maior distanciamento entre os candidatos", explicou Mar Mates da Costa, acrescentando que "também vai haver separação física, com acrílicos".

O plano de contingência determina ainda que a circulação no átrio, escadas, corredores e locais de administração da prova seja garantida através da marcação de vias de sentido único e que o uso de elevadores está interdito.

Mar Mateus da Costa lamenta que as regras não tenha tenham sido divulgadas mais cedo pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), gerando mais ansiedade entre os candidatos.

"Havia um limite que era dia 25 de novembro e as medidas saíram justamente no dia 25 de novembro. São cinco dias antes da prova e parece-nos que podia ter havido um esforço maior para que elas fossem divulgadas mais cedo, dando mais tempo aos candidatos, reduzindo os níveis de ansiedade que são compreensíveis", afirma.

As deslocações para provas públicas são uma das exceções previstas para a limitação de circulação entre concelhos com a ACSS a disponibilizar uma declaração de convocatória para a prova e a lista de candidatos admitidos.

"Se a pessoa se fizer acompanhar dessa lista e da convocatória será muito mais fácil, caso haja algum pedido de esclarecimento por parte das autoridades", explica a presidente da ANEM mas pede espera que haja "um alerta às autoridades e que estejam sensibilizados para permitir a passagem mais rápida e facilitada desses candidatos que se deslocam para o local de prova".

LEIA AQUI TUDO SOBRE O NOVO CORONAVÍRUS

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de