Alunos de Montalegre aproveitam suspensão de aulas para brincar na neve

Desde terça-feira à tarde que estão em casa, devido à falta de segurança nas estradas para se realizarem os transportes escolares.

A Câmara de Montalegre decidiu manter as aulas e os transportes escolares suspensos, nesta quinta-feira, devido às previsões de queda de neve e de formação de gelo. Os cerca de 600 alunos do Agrupamento de Escolas Doutor Bento da Cruz ficam em casa pelo segundo dia consecutivo e aproveitam a folga para brincar na neve.

Claro que o ficar em casa é só uma forma de dizer. Na verdade, a maior parte entretém-se na rua a desfrutar dos prazeres de ter à porta um manto branco, que começou a ser pintado na terça-feira à tarde e que continuou no dia seguinte.

Mal acordou em Vilar de Perdizes, Diogo, de 11 anos, foi à janela ver se havia neve na rua. Havia. Muita. "Acordei o meu irmão, Mário, e fomos lá para fora". E os pais deixaram? Diogo sorri, denunciando que, afinal, os progenitores não estavam em casa e, como tal, fizeram o que muito bem lhes apeteceu. "Os meus pais deixam-nos brincar na rua sempre que queremos", garante.

Diogo levou botas e roupa mais quente, mas não evitou ficar completamente encharcado, tal foi brincadeira, envolvendo boladas de neve e rebolões no manto branco. Foi a casa trocar de roupa, mas não tardou na rua, pois havia ainda muita brincadeira para partilhar com os amigos.

O Isaac preferiu andar à bolada com o amigo Mário, ambos de 14 de idade. "Ele acertou mais vezes. Tem mais pontaria", diz o primeiro, enquanto o segundo admite que "andar à bolada faz parte da brincadeira cada vez que neva".

A Benedita nunca tinha visto tamanha nevada, por isso esta não lhe vai sair tão cedo da cabeça, ao ponto de já adivinhar que "vai marcar muito o ano 2023". Laura, de 10 anos, também "nunca tinha visto uma nevada assim". O mesmo acontece com Pedro, que vivia em Chaves e "não estava habituado a neve e tanto frio". Aproveitaram a folga na escola para "fazer um boneco de neve" com os amigos do Bairro da Lage, em Vilar de Perdizes.

Para os mais velhos, as fortes nevadas de Montalegre não são novidade. Rosália Vila Marim refere que as de caíam quando era criança "duravam semanas" e atingiam "muitos mais centímetros" do que as de agora.

Antigamente também não havia tanta liberdade para os miúdos saírem para a brincadeira na neve sem os pais saberem, ao contrário do que acontece agora com os filhos de Custódia Teixeira. Mas não ficou zangada com isso. Apenas tem "um bocadito de medo de que se constipem", mesmo que admita que "eles já estão habituados a este frio".

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