Alunos e professores de Loures realizam cordão humano contra amianto

O coordenador do MESA sublinhou que "a comunidade escolar está muito unida em torno deste tema" e que não vai desistir até que "seja ouvida pelo próximo ministro da Educação".

Alunos, pais e professores do Agrupamento de Escolas de Portela e Moscavide, no concelho de Loures, realizam na quinta-feira uma marcha e um cordão humano para exigir a "retirada imediata" do amianto dos estabelecimentos escolares.

A ação de protesto é organizada pelos movimentos ESPeloClima, que integra alunos da Escola Secundária da Portela, e Escolas Sem Amianto, que integra professores e encarregados de educação do Agrupamento de Escolas de Portela e Moscavide (distrito de Lisboa).

Em declarações à agência Lusa, André Julião, encarregado de educação e coordenador do Movimento Escolas Sem Amianto (MESA), explicou que o protesto terá início às 08h50 de quinta-feira e implicará o corte de trânsito em três avenidas da freguesia de Moscavide e Portela.

"Vamos, mais uma vez, alertar para a necessidade de se remover, imediatamente, todo o amianto que existe nas escolas. Quer na Escola Básica Gaspar Correia, quer na Secundária da Portela existem inúmeros materiais que contém amianto", alertou.

O coordenador do MESA sublinhou que "a comunidade escolar está muito unida em torno deste tema" e que não vai desistir até que "seja ouvida pelo próximo ministro da Educação".

"Ao longo da legislatura que passou pedimos várias vezes para ser ouvidos, mas isso nunca aconteceu. Aquilo que esperamos é que o próximo ministro se digne a encarar este problema com a seriedade que se exige e não com o desleixo e a leviandade com que os seus antecessores o têm feito", sublinhou.

Outra integrante deste movimento é Carla Barreto, que leciona na Escola Secundária da Portela e que destacou à Lusa o envolvimento dos alunos nesta questão.

"Os alunos foram o elemento agregador para a criação destes movimentos e para a ação de amanhã. No fundo, estamos todos a lutar por um direito elementar que é estudar e trabalhar numa escola que não constitua um perigo para a saúde", argumentou.

A ação de protesto terá início à porta da Escola Básica 2,3 Gaspar Correia e da secundária da Portela e culminará junto ao centro comercial da Portela, onde se realizará um cordão humano.

Segundo a explicação dada pela Direção-Geral de Saúde (DGS), na sua página da internet, o amianto é a designação comercial utilizada para a variedade fibrosa de seis minerais metamórficos de ocorrência natural.

Devido às suas propriedades, o amianto teve, sobretudo entre 1945 e 1990, numerosas aplicações, nomeadamente na construção de edifícios, estando presente em materiais, como as telhas de fibrocimento, revestimentos e coberturas de edifícios, gessos e estuques, revestimentos à prova de fogo, revestimentos de tetos falsos, isolamentos térmicos e acústicos, entre outros.

Em Portugal, a utilização e comercialização de amianto, ou de produtos que o contenham, foi proibido a partir de 1 de janeiro de 2005.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de