Alunos regressam às aulas com escolas ainda em obras e falta de funcionários

Em Vila Nova de Gaia há uma escola que nem sequer chegou a abrir.

Há vários alunos a regressar às aulas, esta sexta-feira, com os estabelecimentos de ensino ainda em obras. Acontece, por exemplo, no concelho de Sintra, na Escola Básica com Jardim de Infância da Abrunheira, onde existem 150 alunos.

Esta semana os pais foram surpreendidos com uma intervenção na escola, como explica Susana Lagarto, representante dos pais de uma turma do 4.º ano.

Os pais temem pela segurança dos alunos.

As obras na Escola Básica da Abrunheira começaram há pouco tempo e só foram comunicadas aos pais esta semana numa reunião de preparação do ano letivo. Susana Lagarto queixa-se da falta de informação por parte da Câmara de Sintra.

O início do ano letivo na Escola Básica com Jardim de Infância da Abrunheira, em Sintra, está marcado para esta sexta-feira de manhã.

Escola em Vila Nova de Gaia não abre por falta de pessoal

Por falta de pessoal, a Escola Secundária Almeida Garret, em Vila Nova de Gaia, não abriu portas na manhã desta sexta-feira. Centenas de alunos que tinham marcado para esta manhã o regresso às aulas encontraram os portões fechados.

Jorge Ferreira, membro do conselho geral da escola e antigo diretor da instituição, explica que o problema de falta de pessoal não é novo e esta sexta-feira não abriram por questões de segurança.

O membro do conselho geral desta escola afirma que o Ministério da Educação tem conhecimento desta situação e lamenta a demora na resolução do problema.

A escola de Vila Nova de Gaia tem cerca de 1500 alunos a frequentar o estabelecimento de ensino.

Escola Gulbenkian de Braga também adia início das aulas por falta de funcionários

O Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga não começou esta sexta-feira o ano letivo como previsto, por falta de funcionários, sendo que os encarregados de educação estão dispostos a manter a escola fechada "indeterminadamente" até resposta do Ministério.

Em declarações aos jornalistas, depois de os portões da escola não terem aberto à hora habitual (07h00), o presidente da Associação de Pais, Duarte Cunha, explicou aos jornalistas que a decisão de manter a escola fechada foi tomada numa assembleia geral e que se baseia no facto de estarem apenas "ao serviço" 16 dos 32 funcionários a que o Conservatório teria direito pelos rácios legais, exigindo a contratação de mais seis assistentes operacionais para abrir as portas.

Contactada pela Lusa, fonte oficial do Ministério da Educação esclareceu que "haverá reforço de funcionários, tal como já foi indicado à direção da escola". Para os pais, a situação "é lamentável porque é recorrente".

"Já não é o primeiro ano [que tal acontece] (...). Existe uma contínua falta de assistentes operacionais", disse o responsável da Associação de Pais.

Os pais e encarregados de educação mostraram-se "indignados" com a situação e exigem que o Ministério dê autorização para contratar pelo menos mais seis pessoas. Até essa autorização, afirmam estar dispostos a "manter as portas fechadas indeterminadamente", apesar dos constrangimentos que isso causará.

"Causa um transtorno enorme e numa escola de referência para o país (...). A escola tem atividades das 07:00 às 22:00, de segunda a sábado, tem atividades ao fim de semana, com vários edifícios e pisos, é impensável um funcionário conseguir fazer a visualização e segurança dos nossos filhos em três pisos, além da questão da higiene e alimentação", explicou Duarte Cunha.

A diretora do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, Ana Maria Caldeira, não se mostrou disponível para prestar declarações.

Ano em secundária de Barcelos arranca com greve dos funcionários

O ano letivo na Escola Secundária Alcaides de Faria, em Barcelos, arrancou esta sexta-feira com algumas horas de atraso, já que os portões só abriram pelas 11h00, após uma greve dos funcionários, que reclamam o reforço do pessoal.

À Lusa, fonte do Ministério da Educação disse que está em curso o processo de contratação de novos funcionários para a escola. A greve na "Alcaides de Faria" começou às 07h30 e durou até às 11h00, tendo nesse período a escola estado fechada.

Segundo a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN) Helena Peixoto, este foi já o terceiro protesto do género registado naquela escola em 2019. Helena Peixoto disse que a escola conta, atualmente, com 23 funcionários, quando, de acordo com os rácios definidos por portaria, deveria ter 25.

No entanto, dois daqueles funcionários estão de baixa prolongada, o que significa que apenas estão 21 ao serviço. Outros dois vão sair para aposentação "muito em breve".

"No mínimo dos mínimos, que venham os 25 previstos na portaria, embora consideremos que 30 seria o número ideal para a escola funcionar como deve ser", referiu Helena Peixoto.

No último ano letivo, registaram-se greves do género em março e abril. Contactada pela Lusa, fonte do Ministério da Educação disse que a "Alcaides de Faria" é uma das escolas que "viu o seu corpo de funcionários reforçado no concurso que autorizou a contratação de 1.067 funcionários".

Acrescentou que o processo de contratação está "em curso", por parte da escola. Disse ainda que também "já foi atribuído novo reforço de pessoal para colmatar as situações de baixa médica existentes".

Presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas diz que está tudo a correr bem

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, afirmou à TSF que está tudo a correr bem neste arranque do ano letivo, com pequenas exceções.

Se a esta luta dos diretores escolares forem somadas as reivindicações da classe docente, por exemplo, Filinto Lima sublinhou que o ano letivo pode ser ensombrado por algumas nuvens negras.

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