Amamentar ou não com Covid-19? Leite materno tem mais benefícios do que riscos

Diretora-geral da Saúde sublinha que, até à data, tudo indica que riscos são inferior aos benefícios. Ainda assim, há cuidados que devem ser tidos em conta.

Entre uma mãe infetada com o novo coronavírus amamentar o bebé ou não o fazer, haverá mais benefícios na primeira opção. A diretora-geral da Saúde explicou que o tema está a ser estudado, mas "tudo indica que, até à data, pode ser utilizado porque os benefícios serão superiores aos riscos de transmissão que não está comprovada".

Apesar disso, Graça Freitas considera que podem ser "tomadas algumas medidas". Para evitar o contacto, "o leite deve ser retirado e dado sem ser diretamente através da mama". E, caso a mãe alimente o bebé, "deve usar máscara e métodos de proteção".

Relativamente ao aumento de partos induzidos, a diretora-geral da saúde assegura que "não há nenhum normativo" sobre este tema. Esta é uma "decisão clínica" que depende dos pais e dos progenitores.

No programa qda TSF Perguntas com Resposta, os especialistas Celso Cunha (virologista) e Cláudia Conceição (médica) já tinham sublinhado que "não existe evidência de contágio entre mãe e filho antes do nascimento" mas avisam que os dados são ainda escassos e que, depois do nascimento, é preciso ter cuidados acrescidos para evitar a contaminação.

"Recomenda-se que se a mãe quer ficar junto do bebé e amamentá-lo, deve usar máscara e mudá-la com frequência", aconselha a médica Cláudia Conceição. Já o virologista Celso Cunha adianta que "não há evidência de que o leite materno seja veículo transmissor da doença. É seguro as mães amamentarem os filhos", garante.

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