Ambientalistas e cientistas pedem ao Governo que trace linhas vermelhas para aviação

Carta é assinada por mais de 300 organizações ambientalistas, investigadores e cientistas de todo o mundo.

Mais de 70 mil pessoas, entre organizações ambientalistas, investigadores e cientistas de todo o mundo uniram-se para pedir ao Governo português que coloque as pessoas e o clima em primeiro lugar quando pensar no resgate ao setor da aviação.

Numa carta aberta, com o título #SavePeopleNotPlanes, Francisco Ferreira, da Zero, uma das 300 organizações que se juntaram a este movimento, diz que não ignora as dificuldades que a aviação vive, mas diz que é preciso corrigir os erros do passado e exigir contrapartidas.

"A aviação tem um impacto brutal em termos de ruído em cidades como Lisboa, tem influência crescente nas emissões de gases com efeito de estufa e não apenas em Portugal como noutros países da Europa, as associação de ambiente estão a apelar para que haja um esforço de incorporação de fatores ambientas, compromissos sérios de redução de emissões provocadas pelas companhias, de diminuição de perturbação nas pessoas, e investimento em transportes alternativos", refere.

Francisco Ferreira não ignora as dificuldades que o setor vive, mas defende que chegou a hora de a aviação ser responsabilizada pelos danos que provoca ao ambiente.

"Não se paga qualquer imposto sobre o combustível, nos bilhetes de avião só os que são dentro do Continente são abrangidos por uma taxa de IVA reduzida. O setor da aviação é do que mais contribuído para o aumento das emissões", explica o responsável da Zero.

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