Três mortos e 27 feridos em despiste de autocarro na A1

A circulação está restabelecida, mas faz-se de forma muito condicionada.

PorCarolina Rico com Lusa
© Maria João Gala /Global Imagens

Um autocarro despistou-se este sábado de manhã na A1, na zona da Mealhada, provocando três mortes e obrigando ao corte da autoestrada nos dois sentidos.

Segundo o balanço da GNR no local, há "um grande número de feridos", seis em estado grave e 22 ligeiros. "Os trabalhos estão muito complicados, a parte da frente do autocarro está muito compactada, os bombeiros tiveram de desencarcerar quem lá estava."

O acidente ocorreu pelas 09h29, quando o autocarro que se dirigia para Fátima com cerca de 30 passageiros terá tido um furo no pneu ao quilómetro 212. Atravessou o separador central e acabou por embater contra um poste.

A circulação "está restabelecida mas faz-se de forma muito condicionada e apenas por uma via", disse à Lusa fonte dos bombeiros.

Em declarações aos jornalistas, perto do local do acidente, a médica do INEM Paula Neto adiantou que os feridos graves "inspiram muitos cuidados" e que há também três feridos "intermédios", que "não são de gravidade máxima mas o suficiente para precisarem de cuidados médicos".

A clínica adiantou também que das três vítimas mortais duas são do sexo masculino e a terceira é uma mulher, todas com "entre os 60 e os 70 anos", sendo que as idades dos feridos ligeiros rondam "os 40, 50 anos", havendo também duas crianças "com cerca de dois anos" entre as vítimas ligeiras.

O motorista e dono do autocarro é uma das vítimas mortais do acidente. Era natural da localidade de Airão, em Guimarães, sendo que as outras vítimas mortais, um homem e uma mulher, eram da freguesia de Figueiredo, no mesmo concelho, no distrito de Braga.

Três dos feridos graves foram encaminhados para o Hospital Universitário de Coimbra e os outros dois para o Hospital de Aveiro.

Carlos Tavares, da Proteção Civil, apontou que no local estiveram 57 viaturas, das quais cinco eram médicas e duas ambulâncias com suporte imediato de vida, 130 operacionais, um helicóptero, que acabou por não ser necessário utilizar, e duas equipas de apoio psicológico.

Notícia atualizada às 17h15

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