Vias cortadas, inundações e uma derrocada. Faro já pediu ajuda à Proteção Civil Distrital devido à chuva

Segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro de Faro, a noite e a madrugada foram "relativamente calmas", mas a situação complicou-se de manhã, quando começou a chover intensamente na cidade.

PorTSF com Lusa

 foto Maria Augusta Casaca/TSF

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 foto Luís Forra/Lusa

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A Proteção Civil registou esta segunda-feira cerca de 30 ocorrências em Faro por causa da chuva intensa que começou a cair desde as 07h00 e provocou inundações na via pública, espaços comerciais e garagens.

Segundo fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro, a noite e a madrugada foram "relativamente calmas", mas a situação complicou-se de manhã, sobretudo a partir das 07h00, quando começou a chover intensamente na cidade.

Ouça aqui a reportagem de Maria Augusta Casaca sobre os prejuízos em Faro na sequência da chuva forte

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"Registámos cerca de 30 ocorrências e já foram mobilizados meios externos ao concelho de Faro", disse a fonte, acrescentando que, além dos meios do concelho, estão a ajudar a responder a estas ocorrências elementos dos bombeiros de Portimão, Lagos e Loulé.

À TSF, Ricardo Fernandes, chefe de equipa do comando regional da Proteção Civil de Faro, faz o balanço das ocorrências

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A mesma fonte acrescentou que ainda não tinham sido reportados danos em habitações que obrigassem a realojar pessoas.

Em Faro, a circulação faz-se com muita dificuldade, com "algumas vias cortadas". Rogério Bacalhau, presidente da câmara desta região algarvia, revela à TSF que os serviços municipais já tiveram que pedir ajuda à Proteção Civil Distrital.

"Temos muitas solicitações aos bombeiros, às quais não conseguimos dar resposta. Temos as equipas todas na rua, já temos ajuda da Proteção Civil Distrital e estamos a tentar chegar a toda a gente, em particular aqueles casos mais graves. Tivemos uma derrocada de uma casa velha que não estava habitada e que já estava sinalizada pela Proteção Civil e temos várias zonas de alagamento em toda a cidade. O que mais nos preocupa é a hora do almoço em que a maré vai estar cheia e o escoamento vai ser mais difícil", explica Rogério Bacalhau.

Neste momento, "o trânsito faz-se com muito cuidado porque há zonas em que há alguma altura da água e com muita lentidão".

Ouça as declarações do autarca de Faro à TSF

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A Proteção Civil tinha emitido a meio da tarde de domingo um aviso à população, com previsões de precipitação e vento no sul do país, alertando para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias e deslizamentos de terras.

Os distritos de Faro e Beja estão hoje sob aviso laranja (o segundo mais grave), emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), por causa da precipitação até às 15h00. A partir dessa hora o aviso passa a amarelo (terceiro na classificação por gravidade), mantendo-se pelo menos até às 18h00.

Faro e Beja estão igualmente sob aviso amarelo por causa da possibilidade de trovoadas frequentes e dispersas (até às 15h00 de hoje) e do vento por vezes forte do quadrante sul, com rajadas até 70 quilómetros por hora (km/h) até às 18h00 de hoje.

O aviso laranja indica situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O alerta emitido no domingo pela Proteção Civil tem por base as previsões meteorológicas do IPMA, que prevê para hoje períodos de chuva ou aguaceiros, mais frequentes e intensos na região Sul, com possibilidade de ocorrência de trovoada e vento fraco a moderado (até 30 km/h) do quadrante leste, sendo moderado a forte (30 a 40 km/h) do quadrante sul na região Sul até ao meio tarde, e nas terras altas, com rajadas até 70 km/h.

"Salientam-se as condições para a ocorrência de precipitação mais intensa, com acumulação entre 10 a 20 mm/1h, sendo o período mais crítico entre as 00h00 e as 15h00 do dia 05 de dezembro, nos distritos de Faro e Beja, assim como a possibilidade da ocorrência de fenómenos extremos de vento", alertou a Proteção Civil.

Na nota, a proteção Civil avisou igualmente para a possibilidade de cheias por transbordo de cursos de água, deslizamentos de terras por "instabilidade de vertentes" que podem ser potenciados pelos efeitos de incêndios florestais, arrastamento para as estradas de objetos soltos, desprendimento de estruturas móveis e formação de lençóis de água.

Recomendou ainda a desobstrução de sistemas de escoamento, a fixação de estruturas soltas, a ter particular atenção à circulação em zonas com árvores, pela possibilidade de queda e quebra de ramos, especial cuidado junto a zonas ribeirinhas, adoção de uma condução defensiva e não atravessar zonas inundadas.

* Notícia atualizada às 09h21

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