CNIS confirma "princípio de acordo" com o Governo sobre aumento das transferências para instituições

Responsável da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade confirmou à TSF um acordo, ainda em avaliação pelas instituições.

PorCristina Lai Men com Cátia Carmo
© Artur Machado / Global Imagens

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) confirmou à TSF que há um princípio de acordo com o Governo sobre o aumento das transferências do Estado para as instituições sociais. Aumento esse que foi anunciado no domingo, na SIC, no comentário semanal de Luís Marques Mendes.

"O Governo decidiu conceder um apoio extraordinário de 35 milhões de euros a ser pago já neste mês de dezembro ao setor social: misericórdias, IPSS, cooperativas, mutualidades. Vai haver também um apoio extraordinário no mesmo montante - 35 milhões - para 2023, mas vai ser pago antecipadamente também este mês de dezembro. Pago antecipadamente para que neste período mais difícil as instituições tenham mais liquidez. A terceira medida são as comparticipações regulares nas instituições que recebem regularmente apoios da Segurança Social. O aumento para 2023 vai ser de 5%, maior do que o habitual, 4,2% pago já em dezembro e depois, a parte restante, paga mensalmente ao longo do ano de 2023", revelou Marques Mendes.

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Já esta segunda-feira de manhã, Lino Maia, responsável da CNIS, confirmou à TSF um acordo, ainda em avaliação pelas instituições.

"Há um princípio de acordo com o Governo em relação a uma atualização dos acordos em 2023 e também um reforço extraordinário, quer agora em dezembro de 2022 quer em 2023, com a antecipação de uma parte desse reforço de 2023 que poderá ser recebida ainda em 2022. Os montantes correspondem mais ou menos àquilo que foi anunciado ontem, mas preferia que fossem anunciados pelo próprio Governo e não por nós", confirmou à TSF Lino Maia.

Ouça as declarações do responsável da CNIS à TSF

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O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade diz que é o acordo possível, mas não o ideal.

"Claro que nunca vou dizer que é o ideal, mas chegámos a acordo. Não é o desejável, é o possível. O valor ideal, quer com o apoio extraordinário quer com os acordos, vai dar a perto de 8% no próximo ano, mas seriam necessários 10%. Dada a conjuntura não é possível", acrescentou o responsável da CNIS.

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