Covid-19: grupos prioritários vão receber nova dose de reforço no fim do verão

Além dos maiores de 80 anos, também os professores, os profissionais de saúde e as grávidas deverão receber uma nova dose de reforço em conjunto com a vacina da gripe.

PorCarolina Rico
© André Rolo/Global Imagens

O ministério da Saúde está a planear uma quarta dose da vacina contra a Covid-19 no final do verão para os grupos prioritários, como professores, profissionais de saúde e grávidas.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, explica que esta segunda dose de reforço deverá ser administrada em "covacinação" com a vacina sazonal da gripe.

Para já, não está previsto o alargamento da vacinação a toda a população.

Mais de 75 % das vítimas mortais são pessoas com mais de 80 anos, pelo que a prioridade é "proteger as faixas mais vulneráveis" e os idosos, explica Lacerda Sales.

O presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Gustavo Tato Borges, já esperava o alargamento da dose de reforço a uma nova faixa da população antes do inverno, mas falta definir como é que a toma das vacinas vai ser organizada.

Gustavo Tato Borges apela a maior planeamento da vacinação

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É preciso saber se vão ser abertos centros de vacinação e se haverá equipas dedicadas à vacinação, aponta. "Há trabalho de campo que tem de ser feito antecipadamente. As coisas têm de ser programadas."

Isto numa altura em que "é expectável um novo surto de Covid", alerta Gustavo Tato Borges.

Portugal é o país da União Europeia com mais novos casos de infeção por SARS-CoV-2 por milhão de habitantes nos últimos sete dias e o segundo no mundo neste indicador, segundo o site estatístico Our World in Data.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse esta segunda-feira que "se a situação epidemiológica atual mudar e surgirem novos sinais" no outono, poderá ser necessário recomendar para toda a população uma quarta dose de vacina contra a Covid-19 adaptada.

"Se a situação epidemiológica atual mudar e surgirem novos sinais, pode tornar-se necessário considerar uma quarta dose", disse fonte oficial da EMA.

Para já "é demasiado cedo para considerar a utilização de uma quarta dose de vacinas mRNA contra a Covid-19 - as vacinas Comirnaty da Pfizer e Spikevax da Moderna - na população em geral", embora as autoridades europeias recomendem esta segunda dose de reforço para idosos ou pessoas com mais risco para doença grave como imunodeprimidos.

Notícia atualizada às 15h58

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