DGS diz que responsabilidade pelo jogo B SAD-Benfica cabe apenas às entidades desportivas

Graça Freitas assinala que é necessário separar as competências e as responsabilidades no caso dos jogadores e staff da B SAD com casos positivos de coronavírus da variante Ómicron. A DGS remete, assim, para as entidades desportivas essa avaliação. "À saúde, a saúde. Ao desporto, o desporto."

PorCatarina Maldonado Vasconcelos e Carolina Quaresma
© Tiago Petinga/Lusa

Graça Freitas adiantou esta manhã, ouvida na Manhã TSF, que os casos identificados da variante Ómicron em Portugal "não são exclusivamente" de jogadores da B SAD. Há também infeções no staff.

"Tratando-se de uma nova variante", diz a DGS, as autoridades de saúde vão avançar com "uma identificação mais alargada dos contactos e proceder ao seu isolamento". Estas pessoas vão, então, ser submetidas a um plano de testagem "muito rigoroso, com o objetivo de quebrar cadeias de transmissão", explica também Graça Freitas.

A diretora-geral da Saúde detalha que os jogadores que estiveram em campo vão entrar em plano de testagem. Ainda durante esta segunda-feira, todos serão testados, por uma questão de precaução. "Tratando-se de uma nova variante, temos de apertar a malha", reconhece, dizendo não se tratar da regra habitual. O objetivo é testar e isolar, para impedir a propagação da doença. Neste âmbito, e por terem tido contacto com jogadores da B SAD, também os jogadores do Benfica serão testados, "pelo princípio da precaução" e por se tratar de uma nova variante, ainda pouco conhecida.

Ouça aqui, na íntegra, a entrevista da TSF com Graça Freitas

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Jogo do <a class="ngx-body-text-entity" href="/entidade/org/benfica.html" text-entity-id="50936" text-entity-type="Organization">Benfica</a> e <a class="ngx-body-text-entity" href="/entidade/org/b-sad.html" text-entity-id="118815" text-entity-type="Organization">B SAD</a>: "Não tenho opinião sobre isso"

A DGS diz não ter opinião acerca da realização do jogo do Benfica com a B SAD, já que a competência das autoridades de saúde não é fazer a avaliação dos jogadores que ficaram e não ficaram isolados. É uma "competência exclusivamente desportiva", diz Graça Freitas, que acredita que a saúde não tem de fazer qualquer intervenção nestes casos. "À saúde cabe detetar e isolar casos e contactos. Não é da competência da saúde, de todo."

A responsabilidade será das autoridades desportivas, já que não compete à saúde interferir no domínio do desporto, aponta assim Graça Freitas. "Será da competência da liga, dos clubes, do que for", reconhece a responsável. "Eu não sei regras desportivas, essas competências devem ser separadas. À saúde, a saúde. Ao desporto, o desporto."

À saúde, "compete identificar casos e a partir daí identificar casos e isolá-los, caso seja necessário." Segundo a diretora-geral da Saúde, o adiamento do jogo seria da responsabilidade das entidades desportivas.

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