Engenharia Aeroespacial e Medicina com médias acima de 19 e sete cursos "negativos"

Engenharia Aeroespacial em Lisboa e Medicina no Porto são os cursos com notas mais elevadas na primeira fase de acesso ao ensino superior, com todos os colocados acima dos 19 valores, mas também há sete cursos com negativa.

PorLusa
© Maria João Gala/Global Imagens

No ano passado havia quatro cursos com média acima de 19 valores e eram todos na área da engenharia. Agora são apenas dois e as medicinas ganharam alguns dos lugares que pertenciam às engenharias, segundo dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) relativos à primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES).

O curso de Engenharia Aeroespacial do Instituto Superior Técnico, da Universidade de Lisboa, volta a ser o mais difícil de entrar, já que o último dos 124 alunos colocados teve 19,05 valores.

O curso de Medicina do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, na Universidade do Porto, surge em segundo lugar com a média de 19,03 obtida pelo último dos 155 novos estudantes colocados.

Os outros três cursos com notas mais elevadas encontram-se também nestas duas universidades: Engenharia e Gestão Industrial (UPorto) com 18,98 valores, Engenharia Física e Tecnológica (ULisboa) com 18,95, e Medicina (UPorto) com 18,82 valores.

Os dados do MCTES mostram que há 28 cursos onde só conseguiram entrar alunos com notas superiores a 18 valores e que mais de metade dos 20 cursos com notas mais elevadas está associada à área de medicina.

Na primeira fase ficaram colocados 4.893 novos estudantes nos ciclos de estudo com maior concentração de melhores alunos, aumentando cerca de 7% face ao ano anterior (quando tinham sido colocados 4.554 novos estudantes nesses cursos).

No início do mês, a tutela anunciou um reforço de mais 4.700 lugares nesta primeira fase do concurso nacional, sendo que quase 400 destas vagas abriram nos 17 cursos com maior concentração de alunos. De fora deste aumento ficaram os cursos de medicina.

Num universo de pouco mais de mil ofertas também há cursos com negativa. A lista dos sete cursos com média negativa -- no ano passado eram 13 - é liderada por dois cursos de gestão nos politécnicos de Viana do Castelo e de Bragança e outros dois cursos de Enologia, no instituto de Bragança e Universidade de Évora. Nestes quatro cursos, o último colocado teve uma média de 9,5 valores.

Seguem-se Engenharia Informática, na Universidade de Évora, com uma média de 9,63 valores e depois surgem Agronomia, no IP Viana do Castelo, e Gestão de Empresas no IP Santarém, ambos com 9,7 valores.

Nestes sete cursos com média negativa havia 272 vagas, tendo sido ocupadas apenas metade, já que só ficaram 138 colocados. As restantes vagas seguem para a segunda fase, que começa segunda-feira.

Na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) foram disponibilizadas 55.307 vagas, das quais sobraram 6.393 para a segunda.

Mais de 49 mil novos estudantes entraram agora para o ensino superior, tendo ficado sem colocação 33% dos candidatos.

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