Fogo não dá tréguas. Mais de 600 operacionais combatem incêndio na Covilhã

Freguesia de Verdelhos é a maior preocupação dos bombeiros.

PorTSF com Lusa
© Miguel Pereira da Silva/Lusa

Mais de 600 operacionais, apoiados por quase 200 viaturas e oito meios aéreos, continuam a combater esta terça-feira o incêndio na localidade de Garrocho, no concelho da Covilhã (Castelo Branco).

A Proteção Civil de Castelo Branco disse à TSF que as chamas estão, novamente, a dirigir-se para o lado da Covilhã e que a freguesia de Verdelhos é ainda a maior preocupação dos bombeiros.

Este fogo tem andado entre a Covilhã e Manteigas, tendo passado pelo Vale Glaciar, que é Património Mundial da Unesco.

Na segunda-feira, o presidente da câmara de Manteigas afirmava que, só nesse concelho, já tinham ardido mais de mil hectares do parque Natural da Serra da Estrela.

Em declarações à RTP, o comandante operacional do centro da Proteção Civil disse que esperam que este dia seja mais favorável no combate às chamas. António Ribeiro adianta que nas últimas horas o fogo não deu tréguas.

"Foi uma noite de muito trabalho na povoação de Verdelhos, que é a frente ativa que temos. Neste momento, ainda estamos a recorrer ao apoio dos meios aéreos, estamos todos a tentar que tenhamos um dia com mais tranquilidade e que consigamos fechar, da parte da manhã, todas as frentes para não termos surpresas da parte da tarde", explicou.

Vitor Pereira, presidente da câmara da Covilhã, acredita que as chamas podem ser extintas nas próximas horas. A área ardida ainda não foi contabilizada, mas o prejuízo é já irreparável.

"É inestimável. Não falo só no valor patrimonial, mas no valor ambiente. Um património cujo prejuízo é irreparável. Levará muitos anos a repor esta floresta", afirma.

Vitor Pereira defende, por isso, que sejam adotadas medidas que evitem que mais desastres aconteçam no futuro: "Tem sido muito o esforço e o progresso, mas há ainda muito para fazer. A descontinuidade da floresta, as folhosas e resinosas têm que estar juntas. Além disso, os proprietários que não tenham condições de poder continuar a tratar do seu pinhal devem poder confiá-lo a outrém."

O incêndio deflagrou às 03h18 de sábado, na localidade de Garrocho, freguesia de Cantar-Galo e Vila do Carvalho, no concelho da Covilhã (Castelo Branco), e alastrou para Manteigas, no distrito da Guarda.

Durante a tarde de domingo, três bombeiros foram retirados do teatro de operações por razão de "doença, queimadura e trauma", tendo dois deles sido transportados para um hospital e outro recebido assistência num centro de saúde.

Às 18h00 de segunda-feira, a Estrada Nacional (EN) 338, que faz a ligação entre Piornos e Manteigas, reabriu, mas o trânsito estava condicionado à circulação de veículos ligeiros.

De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco, a EN 338 foi reaberta ao trânsito, "mas apenas para a circulação de veículos ligeiros".

Esta via de ligação entre Piornos e Manteigas estava encerrada ao trânsito desde sábado, devido ao incêndio em Garrocho, no concelho da Covilhã, que deflagrou nesse mesmo dia às 03h18 e alastrou a Manteigas, no distrito da Guarda.

O incêndio que deflagrou em Garrocho, no concelho da Covilhã (distrito de Castelo Branco), obrigou ao corte daquela via e ainda à evacuação da Praia Fluvial de Verdelhos.

A Lusa tentou obter mais informações sobre o incêndio esta madrugada junto do CDOS de Castelo Branco, mas sem sucesso.

* Notícia atualizada às 12h25

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