Fogo no Marão com duas frentes em zona de "difíceis acessos". Há 160 bombeiros no combate

Há quase 50 viaturas e três meios aéreos envolvidos no combate a este incêndio.

PorLusa/TSF
© Rui Manuel Ferreira/Global Imagens (arquivo)

O incêndio que lavra desde a noite de sábado na serra do Marão tem duas frentes ativas em zonas de "difíceis acessos", mas não ameaça populações, disse à Lusa o segundo comandante operacional da Proteção Civil de Vila Real.

"No terreno temos duas frentes ainda ativas, está a arder com alguma intensidade porque está a progredir em zonas de difíceis acessos", disse Artur Mota à Lusa cerca das 12h00.

De acordo com o segundo comandante operacional distrital (CODIS), o incêndio não está a colocar populações ou habitações em risco, por ocorrer "só na montanha, na parte mais alta da Serra do Marão", perto das turbinas eólicas, já perto do distrito do Porto.

O responsável disse que no local há "pessoal a fazer trabalhos com ferramentas manuais", uma "linha de mangueira" e os meios aéreos estão "a fazer descargas para permitir a entrada do pessoal em terra".

À TSF, Artur Mota, segundo comandante operacional distrital (CODIS), fez o ponto de situação do incêndio que começou na noite de sábado.

"Neste momento temos dois focos ativos. Com maior intensidade está a arder em sítios com difícil acesso. Estamos a retardar um bocadinho o avanço daquelas chamas para ver se, durante a noite, com a humidade, consegue fechar", explica.

Ouça aqui as declarações de Artur Mota à TSF

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O responsável reconheceu que este incêndio ainda vai dar algum trabalho, apesar de não estar à espera de grandes problemas.

"Temos que manter o dispositivo e os meios e tentar confiná-lo àquele espaço. Vai demorar porque ali tem muita manta morta e alguma humidade, não se consegue chegar ao sítio onde queríamos. Fizemos uma linha com máquina de rasto e agora vamos tentar segurá-lo por ali, está a arder lentamente mas vai dar-nos para algumas horas", afirma, sublinhando que o fogo só será totalmente dominado ou extinto "daqui a uns dias" ou "semanas".

"A questão é de vigilância, durante a noite morre e depois durante o dia reativa outra vez alguns pontos", acrescenta.

O incêndio, localizado na freguesia de Campeã, concelho de Vila Real, deflagrou no sábado pelas 22h37, segundo os registos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Pelas 15h00, de acordo com a página na internet da ANEPC, estavam no combate a este incêndio 160 operacionais, auxiliados por quase 50 meios terrestres e três meios aéreos.

Artur Mota considerou que o incêndio "não está a arder assim com grande intensidade", mas advertiu que o vento pode aumentar as dificuldades durante a tarde.

"Isso pode ser a nossa traição, porque se não for o vento a estragar-nos o serviço, à partida não está assim nada de fora do controlo", anteviu.

O incêndio lavra numa zona de povoamento florestal (área arborizada, com pelo menos 0,5 hectares e mais de 10% de grau de coberto), segundo a ANEPC.

Rui Santos, presidente da câmara de Vila Real, está preocupado, mas, ao mesmo tempo, confia que, em breve, os bombeiros consigam dominar as chamas.

"O incêndio caminha no sentido de se poder travar, há boas expectativas de que possa ser controlado nas próximas horas, mas é, obviamente, um incêndio preocupante, porque depois da Serra da Estrela não queremos ver o mesmo cenário na Serra do Marão e, como se sabe, o controlo ou não do incêndio depende de um conjunto de causas naturais, que nem sempre os bombeiros e as forças da Proteção Civil podem controlar", afirma, em declarações à TSF.

O autarca adianta que, para já, não há populações em risco, mas sublinha que "estas situações são imprevisíveis e a qualquer momento o cenário pode mudar".

Ouça as declarações de Rui Santos à TSF

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* Notícia atualizada às 15h10

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