Médicos de saúde pública preocupados com aumento da incidência

Ricardo Mexia afirma à TSF que, para já, as medidas que têm sido adotadas em relação à variante Ómicron são suficientes.

PorRita Costa com Cátia Carmo
© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Os médicos de saúde pública não escondem a preocupação com o aumento da incidência, mas acreditam que a história não se vai repetir, até porque, comparativamente ao início do ano, são agora menos os casos graves. Seja como for, Ricardo Mexia, o presidente da Associação dos Médicos de Saúde Pública, sublinha a importância de manter a vigilância.

"O aumento da incidência preocupa-nos, mas apesar de tudo temos também de ver que o aumento do número de casos não tem sido acompanhado de um aumento da severidade, ou seja, os internamentos, a ocupação das unidades de cuidados intensivos e a própria mortalidade. Têm crescido a um ritmo diferente e não com a mesma proporcionalidade com que tinha acontecido no início do ano. Temos de ter noção de que a situação agora está bastante mais controlada no que à severidade diz respeito", explicou à TSF Ricardo Mexia.

Quanto à Ómicron, Ricardo Mexia afirma que, para já, as medidas que têm sido adotadas são suficientes.

"Ainda não sabemos se a variante é mais transmissível, se é mais severa ou se reduz mais a efetividade da vacina. Sabemos que tem muitas mutações, mas não sabemos quão eficazes são, na prática, essas mutações. Temos aqui algum desconhecimento. Ao longo das próximas semanas seguramente teremos mais dados para tirar conclusões em relação a isso", afirmou o presidente da Associação dos Médicos de Saúde Pública.

A realização de testes como medida complementar às vacinas é aconselhada pelo presidente da Associação dos Médicos de Saúde Pública, que acredita que o cenário de janeiro não vai repetir-se.

Ouça as declarações de Ricardo Mexia à TSF

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"Julgo que é difícil repetir aquilo que se passou em janeiro deste ano, mas temos várias coisas a fazer para impedir que cheguemos a um cenário desse género ou próximo disso. Para isso temos de implementar as tais medidas que já todos conhecemos: utilização da máscara, distanciamento físico, higiene das mãos, a questão da vacinação e usarmos os testes para reduzirmos o potencial de transmissão da doença. Olhámos para a vacina como uma alternativa aos testes, mas de facto há uma complementaridade entre estas duas ferramentas e não podemos ignorar o papel dos testes, devemos incluí-lo, nomeadamente quando o contexto é o de interagirmos com pessoas com maior risco", acrescentou Ricardo Mexia.

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