"Não é tão severa como a de julho." Onda de calor chega este sábado a Portugal

Em declarações à TSF, Cristina Simões, meteorologista do IPMA, explica que, se as temperaturas máximas não se revelarem acima da média até à próxima terça-feira, não se poderá considerar este período como uma onda de calor.

PorClara Maria Oliveira e Miguel Laia*
© Luís Forra/Lusa

A terceira onda de calor em 2022 "não é tão severa quanto a que ocorreu em julho". Em declarações à TSF, Cristina Simões, meteorologista do Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), fala de uma subida de temperatura em todo o país, já esta sexta-feira e, no sábado, apenas nas regiões do interior. No litoral, por outro lado, espera-se uma descida nos termómetros.

"Uma onda de calor tem de completar seis dias com as temperaturas máximas acima da média", começa por explicar a meteorologista do IPMA. Em julho, o fenómeno "durou 17 dias", mas em agosto, "se não completar o somatório até terça-feira, não será uma onda de calor".

O IPMA estendeu o aviso amarelo por causa do calor a 13 distritos, pelo menos até ao final do dia de sábado.

Cristina Simões faz a comparação entre a onda de calor atual e a de julho

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Segundo o IPMA, estão sob aviso amarelo (o menos grave) até às 18h00 de sábado, por causa da persistência de valores elevados da temperatura máxima, os distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Santarém, Portalegre, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

Na quarta-feira, à saída de uma reunião com o ministro da Administração Interna para avaliar as previsões meteorológicas para os próximos dias, o presidente do IPMA disse que o país ia enfrentar a terceira onda de calor deste ano a partir do dia 20, sábado.

"Uma onda de calor tem de completar seis dias com as temperaturas máximas acima da média"

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Depois deste alerta, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou a adoção de medidas de proteção adicionais contra o calor, como o aumento de ingestão de água ou de sumos de fruta e aconselhou a população a evitar o consumo de bebidas alcoólicas, assim como a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11h00 e as 17h00.

Numa nota divulgada no 'site', a DGS lembra que o IPMA prevê um aumento gradual das temperaturas nos próximos dias e aconselha a procura de ambientes frescos e arejados, ou climatizados.

O uso de roupa solta, opaca e que cubra a maior parte do corpo, de chapéu de abas largas e óculos de sol com proteção ultravioleta são outras das medidas de proteção adicionais recomendadas.

Na informação divulgada na quarta-feira, a DGS aconselha a que se evite "atividades que exijam grandes esforços físicos, nomeadamente desportivas e de lazer no exterior".

Recomenda igualmente que se escolha as horas de menor calor para viajar de carro e pede "atenção especial" aos grupos mais vulneráveis ao calor, como crianças, idosos, doentes crónicos, grávidas, pessoas com mobilidade reduzida, trabalhadores com atividade no exterior, praticantes de atividade física e pessoas isoladas.

*Com Lusa

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