Numa demonstração de eficácia, o SIRESP só funcionou à segunda tentativa

O diretor técnico, Carlos Leitão, garante que no terreno é diferente.

PorMiguel Laia e Rui Oliveira Costa
© Miguel Laia/TSF

Chamados os jornalistas à sede do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), no Atrium do Saldanha, em Lisboa, a ideia era mostrar que a rede de emergência funciona e a demonstração até começou bem.

"Nesta altura, o tenente-coronel está aqui a pressionar e nós podemos falar em termos de comunicação. Isto está em modo normal", demonstrou o diretor técnico, Carlos Leitão.

Na sala que monitoriza ao segundo a rede SIRESP em todo o país está o diretor técnico Carlos Leitão. "Nós agora vamos sair daqui e o tenente-coronel vai para a cave. Vocês vão ver aqui que ele não vai ter a oportunidade de fazer chamada, porque na cave não tem cobertura."

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O tenente-coronel Vítor Custódio complementa: "É como se estivéssemos ligados à rede, eu vou chegar lá abaixo e quem for comigo vai ver um sinal a dizer que o rádio não apanha nenhuma estação de base. Quer dizer que está fora do alcance, numa zona de sombra. Depois vamos tentar aqui o modo direto."

Na ligação direta entre o rádio do diretor técnico e o rádio do tenente-coronel até funcionou.

"Cá em cima sala de supervisão. Reconhece a chamada. Realmente nós não temos cobertura na garagem. Não existe cobertura na garagem, mas qualquer terminal pode permitir a cobertura. Estamos a falar desta altura, a 11 andares de distância", explica Carlos Leitão.

No entanto, quando entrou em ação a rede SIRESP, a coisa não fluiu da mesma forma. "Não estás cá", lamentou o diretor técnico.

Ouvia-se o tenente-coronel, mas o tenente-coronel não ouvia o diretor. Carlos Leitão atira com uma hipótese: "Funciona. Há necessidade, muitas vezes, de posicionar os terminais. Como vimos, estamos aqui a falar de 11 andares de distância, num prédio que ganhou o prémio Secil. Portanto, cimento existe aqui à volta."

Mas à segunda tentativa (e passados sete minutos) lá funcionou: "Ok, mensagem recebida"

"Todas as comunicações funcionam. Nós podemos testar. Inclusive, nós testámos o -5, que é o mínimo que nós conseguimos deslocar-nos neste edifício. E as comunicações, num teatro de operações, até dois ou três quilómetros elas funcionam", disse o diretor téncico, garantindo que no terreno é diferente.

Estes rádios, além de funcionarem por ligação direta ou à rede, podem ser autênticos telemóveis. Entra em ação o operador de rádio Pedro Silva. "Boa tarde, daqui fala SIRESP. Pode transferir a chamada para o móvel que lhe vou dar?" Número marcado, ligação a caminho.

"Já temos aqui a chamada. Existe esta ligação à rede, numa chamada privada, como se de dois telemóveis se tratasse", explica o operador de rádio.

No caso da rede SIRESP as chamadas ficam em linha de espera, mas, numa situação limite, o bombeiro pode sempre acionar um botão de emergência: "Assim que carregar aqui fica com o microfone aberto. Pode falar e toda a gente vai ouvir."

Todas as opções funcionaram à primeira, menos a rede SIRESP.

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