Conferência dos Oceanos da ONU adota Declaração de Lisboa

Lisboa acolhe a Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, cujo tema foi "Salvar os Oceanos, Proteger o Futuro". Siga em direto na TSF.

PorTSF
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Marcelo Rebelo de Sousa acaba de encerrar a Conferência de Lisboa.

Marcelo diz que Portugal e o Quénia, quizerem fazer desta conferência, "um ato de paz com a natureza".

E sugere que se acrescente "a nossa paixão" ao título da declaração adotada.

Conferência dos Oceanos da ONU adota Declaração de Lisboa

A segunda Conferência dos Oceanos da ONU adotou esta sexta-feira em Lisboa uma declaração política sobre defesa dos oceanos, no plenário de encerramento da reunião internacional, presidido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

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Marcelo Rebelo de Sousa destacou o contributo da juventude para os resultados da Conferência das Nações Unidas para os Oceanos.

O presidente português agradeceu aos governos de Portugal e do Quénia, o trabalho que permitiu erguer esta organização.

Uma organização que trouxe numerosos exemplos de ações concretas para salvar os oceanos.

Keryako Tobiko, o ministro do ambiente e das florestas do Quénia, manifestou esperança e convicção que as decisões adoptadas em Lisboa, sejam incluidas e aprofundadas na próxima cimeira do clima, no final deste ano, em Sharm El Sheik, no Egipto.

Miguel Serpa Soares, sub-secretário geral adjunto das Nações Unidas para os assuntos jurídicos, está a discursar no encerramento da conferência, em nome de António Guterres.

Já elogiou o envolvimento voluntário de outras entidades, para lá dos estados, na missão de salvar o futuro dos oceanos.

"Não há tempo a perder", diz Serpa Soares, que destaca a necessidade de proteger as mulheres e a juventude, na transição necessária para a populações costeiras, a caminho da sustentabilidade.

O Irão diz que faltam, na declaração, alguns pontos quanto à conservação das zonas marinhas, e exigiu a inclusão de uma declaração de voto, nesse sentido, no texto final.

Apesar da unanimidade dos 193 signatários da declaração, os Estados Unidos já anunciaram que têm reservas em relação a alguns dos termos usados na declaração, mas que isso não impede juntar-se ao consenso.

Aprovada por uninimidade e aclamação, a Declaração de Lisboa

Os representantes da Dinamarca e de Granada, dizem que estão orgulhosos da declaração politica que está prestes a ser adoptada pela Conferência das Nações Unidas para os Oceanos.

Os dois países foram os responsáveis para juntar os contributos de vários países, num texto comum "que aumente a ambição do mundo para a mudança necessária".

"Não temos o luxo do tempo", disse a representante de Granada, que terminou dizendo "vamos ao trabalho".

A declaração chama-se "O nosso oceano, o nosso futuro, a nossa responsabilidade", e está agora a ser alvo de diversas intervenções, antes de ser adoptada.

Palau, um arquipélago do Pacífico, acaba de apresentar um protesto à Conferência dos Oceanos, por não ter sido autorizada a incluir cidadãos com passaporte de Taiwan na respetiva delegação.

O impedimento foi imposto pela China, e Palau entende que isso é uma violação da autonomia das decisões de um estado soberano.

O representante da China, alegou que a China é um país, e que Taiwan é uma região da China, e que por isso, não podem ser incluidos nas delegações elementos que tentam minar esses conceito.

O Estados Unidos condenaram a posição da China.

O Paquistão, ao contrário, saiu em defesa da China.

Peter Thomson, o enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas, repetiu esta tarde, o pedido de desculpas às gerações futuras, pelo mal que a geração atual e as anteriores, fizeram e estão a fazer, aos oceanos.

O gesto tinha sido inaugurado, durante o Fórum da Juventude, em Carcavelos, pelo secretário geral António Guterres.

Peter Thomson saudou a intenção anunciada, pelo Primeiro Ministro António Costa, de realizar, no próximo ano, um novo Fórum para a Economia Azul.

O maior e mais entusiasmado aplauso da tarde, até agora, foi para o representante do Fórum da Juventude, que decorreu em Carcavelos.

Ele concluiu dizendo que os jovens estão empenhados em salvar os oceanos.

Duarte Cordeiro, o Ministro do Ambiente explicou que o simpósio de alto nível sobre a água, foi marcado pela urgência absoluta de olhar para água desde a origem até ao uso final, com respeito.

Foi a terceira intervenção em língua portuguesa.

Participou na sessão, Luísa Salgueiro, a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos.

Leu as conclusões do encontro que decorreu no Terminal de Cruzeiros de Matosinhos, sobre a participação das administrações locais e regionais na ação para os oceanos.

Terminou a declaração reclamando, em nome dos participantes na reunião, o direito de autarcas e governante regionais, a participar na gestão dos respetivos territórios.

Esta manhã, a UNESCO revelou a edição piloto de um relatório sobre o estado dos oceanos, que deverá ter periodicidade anual, e que será revelado no dia 6 de junho, o Dia Mundial dos Oceanos.

O documento pretende ser simples, e compreensível, e permitir uma análise rápida de dados tão diferentes, como o número de espécies animais e vegetais que existem, a temperaturas da água, os níveis de poluição, ou a dimensão dos stocks de peixe para pesca, ou o número de explorações de aquacultura.

A edição de estreia está disponível aqui.

Outra ideia que está a ser repetida, na leitura das conclusões, é a necessidade de aumentar a quantidade e o detalhe dos dados científicos de observação dos oceanos, bem como a democratização do acesso a esses dados, especialmente por parte dos países em desenvolvimento.

Só com o acesso a acesso a esses dados, os países podem definir estratégias para lidar com os diversos problemas com que são confrontados.

Um dos painéis de debate especializado, visou a transferência de ciência e inovação para as industrias que dependem dos oceanos.

A declaração política inclui várias referências a este tema.

Marcelo Rebelo de Sousa acaba de entrar na sala do plenário da conferência, para dirigir os trabalhos da sessão de encerramento.

A generalidade das conclusões apresentadas, nos debates sobre combate à poluição marinha, sobre a defesa das economias dos países insulares e costeiros em desenvolvimento, e sobre a conservação dos ecossistemas marinhos, passa pela convicção dos participantes que o momento é para agir.

Têm estado a ser sublinhadas as manifestações de intenção de vários participantes, que voluntariamente, anunciaram financiamentos ou medidas concretas, para lidar com os problemas apresentados.

O Ministro das Industrias Criativas e do Mar de Cabo Verde, Abraão Vicente, fez questão de fazer a apresentação das conclusões do painel liderado por Cabo Verde, em português, "por estar em Lisboa e não falar em português, não seria correto".

Está aberta a sessão de encerramento da 2ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos.

Vão ser apresentadas as conclusões dos diversos debates temáticos que ser realizaram em Lisboa.

Conferência dos Oceanos da ONU em Lisboa termina esta sexta-feira com declaração final

A adoção de um texto final, a Declaração de Lisboa, deverá marcar esta sexta-feira o fim da Conferência dos Oceanos, das Nações Unidas, na qual se reconhece que é necessária mais ambição para salvar os oceanos.

Sob o tema "Salvar os Oceanos, Proteger o Futuro", a conferência da ONU, a segunda sobre os oceanos, juntou em Lisboa cerca de 6700 pessoas, com delegações de 159 países, que se fizeram representar por 15 chefes de Estado, um vice-Presidente e 124 ministros.

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Um mapa a não seguir. O caminho dos mamíferos marinhos que os humanos não devem perturbar

David Johnson esconde no bolso o guardanapo que acaba de usar para comer um pastel de nata ("um de muitos" que já comeu hoje). O britânico está em Lisboa para participar na Conferência dos Oceanos, mas já veio a Portugal muitas vezes, especialmente aos Açores, para observar cachalotes.

O trabalho do coordenador da Global Ocean Biodiversity Initiative passa por "identificar lugares especiais que precisam de apoio extra para que a biodiversidade possa prosperar" e "garantir que essas zonas importantes para mamíferos marinhos recebem cuidados especiais".

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John Kerry aproveita palco dos Oceanos para atacar Rússia

O antigo secretário de Estado na administração Obama, e representante dos Estados Unidos neste encontro, lançou um forte ataque à Rússia, na intervenção desta tarde. John Kerry comparou os objetivos da conferência com a guerra provocada pelos russos, lembrando que o evento em Lisboa é sobre o cumprimento de leis internacionais e que a Rússia está a desrespeitar de forma reiterada a lei internacional ao invadir a Ucrânia.

O antigo secretário de Estado dos EUA apelou à Rússia que retire as tropas da Ucrânia e que deixe passar a ajuda internacional humanitária e que pare imediatamente os ataques.

Portugal consome muito mais peixe do que o resto do mundo, mas o futuro tem de passar pela aquacultura

Sardinhas assadas, carapaus fritos ou 365 formas de confecionar bacalhau. Portugal é um dos maiores consumidores de peixe do mundo, mas para assegurar que continua a sê-lo no futuro é preciso investir cada vez mais na aquacultura, defende Audun Lem, diretor adjunto da Divisão de Políticas e Economia da Pesca e Aquacultura da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Em entrevista à TSF à margem da Conferência dos Oceanos, em Lisboa, Audun Lem explica que uma das principais preocupações da FAO é "garantir que os pescadores e pessoas ligadas ao setor das pescas e agricultura possam continuar a desenvolver as suas atividades e de forma sustentável para garantir que continuem disponíveis para as gerações futuras".

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O inferno escondido das Maldivas e a startup que está a tentar salvar o paraíso

Quando pensamos nas Maldivas, imaginamos praias de areia branca e águas transparentes. Essa, diz Paolo Facco, é a fotografia que os resorts de luxo passam ao mundo, mas nos locais onde realmente vivem pessoas, o lixo transforma o cenário paradisíaco num inferno de chamas.

"Os resorts têm muito dinheiro e conseguem ligar com o seu lixo (onde este lixo acaba é outro assunto... mas ao menos não está visível). Se formos à capital Malé ou outros atóis onde vivam locais a situação é totalmente diferente: em muitas ilhas o lixo é recolhido e simplesmente queimado perto da praia."

A proposta é implementar uma política de Extended Producer Responsibility (EPR) - responsabilidade estendida do produtor - nas Maldivas, que obrigue "os produtores de bens em plástico ou as empresas que produzem materiais para embalagens de plástico a assumir a responsabilidade pela gestão do lixo gerado pelos seus produtos".

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Marcelo elogia Quénia e diz que organização da Conferência dos Oceanos foi um "sucesso"

O Presidente da República, que recebe oficialmente esta terça-feira o Presidente do país corganizador da Conferência dos Oceanos, elogiou o papel do Quénia em vários domínios, incluindo na organização da cimeira das Nações Unidas que decorre em Lisboa. "Seria impossível para Portugal organizar esta conferência sem o Quénia", declarou.

"Admiramos o poder económico do Quénia, um dos três países mais ricos a sul do Sahara, com mais crescimento económico mas também com mais preocupação social e ambiental, lutando pela ação climática, preocupado com as alterações climáticas, preocupado com os oceanos", começou por dizer Marcelo Rebelo de Sousa, destacando o papel daquele país em vários domínios (como membro Conselho Permanente de Segurança das Nações Unidos, na presidência da organização que representa a África Oriental, na União Africana, como intermediário em grandes problemas internacionais e como corganizador da conferência dos Oceanos).

"Tudo isto mostra um país jovem, cheio de futuro, e um país que pensa tudo a prazo, vê alto e vê longe", enaltece o chefe de Estado português.

Marcelo contou que Uhuru Kenyatta lhe ofereceu um livro sobre o sucesso dos maratonistas quenianos. "E eu perguntei-lhe porque é que os quenianos são sempre vencedores. Ele explicou que se habituaram, desde cedo, a lidar com as grandes alturas, com as grandes altitudes, onde o oxigénio é menor. Nós conseguimos respirar melhor e resistir mais do que os outros porque começamos muito cedo".

Um ensinamento que se aplica à economia e à política, disse o chefe de Estado português. "O Quénia vê mais longe, o Quénia percebe as grandes linhas estruturais da humanidade, é um árbitro e um mediador privilegiado, é uma ponte entre diversos Estados e várias visões do mundo", enfatizou Marcelo.

"Era preciso ser um país que é o centro de várias agências internacionais", disse também o Presidente da República, salientando que na capital Nairobi "se deram passos fundamentais em tratados de proteção dos oceanos".

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Cabo Verde exige "compromissos globais" que conduzam à Declaração Universal dos Direitos dos Oceanos

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, defendeu esta terça-feira a rápida aprovação de "normas e regras vinculativas de Direito que expressem compromissos globais e possam conduzir à Declaração Universal dos Direitos dos Oceanos".

Num discurso perante o plenário da segunda Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que decorre em Lisboa, o chefe do Governo cabo-verdiano defendeu ainda "o compromisso firme com o financiamento climático e acordos de dívida externa por capital natural e climático para a aceleração da transição energética, a estratégia da água para a agricultura e a transição para economia azul".

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São Tomé e Príncipe pede mais apoios internacionais para promover economia azul

O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, pediu esta terça-feira em Lisboa mais apoio da comunidade internacional para promover a economia azul e "corrigir o défice" de emprego no país.

"São Tomé e Príncipe gostaria muito de poder beneficiar de apoios financeiros adicionais, adaptados às reais condições e modalidades do nosso país, de modo a nos permitir consolidar as nossas capacidades para atingirmos plenamente os objetivos fixados no quadro da estratégia para beneficiar o crescimento azul, a iniciativa público-privada e corrigir o nosso défice em matéria de emprego e capacidade de empreendimento da nossa juventude, homens e mulheres", afirmou o chefe do Governo são-tomense, na sua intervenção na plenária no segundo dia da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, a decorrer em Lisboa.

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Arranca o segundo dia

Tudo a postos para o segundo dia da Conferência dos Oceanos em Lisboa. Sustentabilidade da economia azul e gestão e preservação de ecossistemas marinhos e costeiros são os temas em destaque.

Os oceanos também precisam de leis

Um dos eventos laterais da Conferência dos Oceanos decorre esta terça-feira, no Palácio das Necessidades, e trata de direito do mar.

Mais do que se possa pensar, esta é uma discussão central na temática da Conferência das Nações Unidas.

A Declaração de Lisboa vai fixar um conjunto de compromissos políticos que, para serem eficazes, mais tarde ou mais cedo vão transformar-se nalguma forma de lei, nacional ou transnacional.

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Conferência da ONU entra esta terça-feira no segundo dia com "promessa oceânica"

A Conferência dos Oceanos da ONU de Lisboa entra esta terça-feira no segundo dia com sessões sobre economia sustentável e conservação dos ecossistemas marinhos, eventos paralelos sobre regulamentação do direito do mar e "turismo azul" e uma "promessa oceânica".

A reunião magna, coorganizada por Portugal e Quénia, termina na sexta-feira e visa impulsionar a ação dos países para a proteção dos oceanos.

O programa do segundo dia de trabalhos inclui sessões de debate sobre economias sustentáveis baseadas no oceano, em particular para pequenos Estados insulares em desenvolvimento e países menos desenvolvidos, e sobre gestão e conservação dos ecossistemas marinhos e costeiros.

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Ciência, educação e ação: eis a chave para o combate à poluição marinha

Poluição marinha: foi este um dos destaques do primeiro dia da Conferência dos Oceanos, na Altice Arena, em Lisboa. Depois de três horas de reflexão, o painel de oradores parece concordar num ponto fundamental: esta é uma questão que não conhece fronteiras e que tem várias origens, como os transportes marítimos ou o turismo. Acelerar a ação e investir na ciência e na educação são, por isso, passos essenciais para se atingir o 14.º objetivo do desenvolvimento sustentável que, segundo a ONU, pretende "prevenir e reduzir significativamente a poluição marítima de todos os tipos, especialmente a que advém de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes".

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Um super-herói disfarçado de ator

O ator Jason Momoa disse na Conferência dos Oceanos que vestir a pele de Aquaman dá-lhe os superpoderes com que sonhou em criança. Ele queria ser biólogo marinho, mas vai ser embaixador das Nações Unidas.

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Marcelo promete empenho pessoal na proteção dos oceanos para lá do fim do mandato

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou esta segunda-feira ao rápido mapeamento do território marítimo português e a mais investimento na educação ambiental, prometendo empenho pessoal na proteção dos oceanos para lá do fim do mandato.

O chefe de Estado deixou estas mensagens numa iniciativa da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO inserida na Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que decorre na Altice Arena, em Lisboa, entre esta segunda-feira e sexta-feira.

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Costa assume quatro compromissos no primeiro mergulho na Conferência dos Oceanos

O primeiro-ministro definiu metas em relação à energia das ondas, à classificação das áreas marinhas nacionais, aos stocks de pesca nacional e ao conhecimento científico.

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Costa promete 30% das áreas marinhas classificadas e stocks de pesca sustentáveis

O primeiro-ministro assumiu os compromissos de classificar 30% das áreas marinhas nacionais até 2030 e Portugal possuir a totalidade dos seus 'stocks' de pesca nacional dentro dos limites biológicos sustentáveis.

Na sua intervenção, em que assumiu quatro compromissos em termos de ação, o primeiro-ministro procurou salientar a ideia de que, quando se fala de oceanos, o conhecimento científico "tem de estar no centro".

Nesse sentido, aproveitando a centralidade atlântica dos Açores, o Governo português, de acordo com António Costa, "dará continuidade ao investimento na iniciativa Air Center, enquanto rede de colaboração científica entre países e institutos de investigação sobre áreas como o espaço, a observação da atmosfera, os oceanos, o clima e a energia".

"E até ao final deste ano, iremos criar o gabinete da Década das Nações Unidas das Ciências do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável", referiu.

Outro compromisso assumido pelo líder do executivo é o de Portugal "assegurar que 100% do espaço marítimo sob soberania ou jurisdição portuguesa seja avaliado em bom estado ambiental".

"E, até 2030, classificar 30% das áreas marinhas nacionais", completou.

Ainda este ano, segundo António Costa, foi dado um passo nesse sentido ao ser aumentada "em 27 vezes o tamanho da Reserva Natural das Ilhas Selvagens, tornando-a na maior área marinha protegida do Atlântico Norte".

"Por outro lado, na segurança alimentar, queremos transformar a pesca nacional num dos setores mais sustentáveis e de baixo impacto a nível mundial, mantendo 100% dos stocks dentro dos limites biológicos sustentáveis", frisou a seguir o primeiro-ministro.

Nem Lua nem Marte: "É tempo de regressarmos à Terra", apela António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, sublinhou hoje que "só conseguiremos lidar com os maiores desafios da humanidade se assumirmos que o futuro dos humanos e dos oceanos está intimamente interligado".

Discursando no primeiro dia da Conferência dos Oceanos, já depois de o Presidente da República e do secretário-geral das Nações Unidas terem tomado a palavra, António Costa defendeu que esta conferência "é uma ocasião única para acordarmos soluções concretas como o acordo global de combate à poluição por plásticos e lixo marinho ou a meta internacional de proteção de 30% do ambiente marinho".

O primeiro-ministro avisou que "nenhum país conseguirá resolver sozinho os desafios que enfrentamos na implementação da agenda 2030" e pediu "ambição" a todos os países para que as metas definidas sejam alcançadas.

"Com os comprimissos concretos que assumimos e com o forte ímpeto político da declaração de Lisboa que será adotada no final desta semana", acredita Costa, "podemos dar passos decisivos em prol do desenvolvimento sustentável que todos ambicionamos".

Para António Costa, é tempo de "regressarmos à Terra", canalizando a energia usada durante décadas para chegar à Lua ou a Marte: "E temos que ambicionar com muita energia, com a mesma ambição com que, ao longo de décadas, procurámos chegar à Lua ou a Marte. É tempo agora de regressarmos à Terra, o planeta que sabemos hoje que é azul e que é azul porque é o Planeta dos oceanos".

"Espero que, mais uma vez, Lisboa seja um marco no reeencontro da humanidade com os oceanos", rematou Costa.

Antes, Costa adiantou que o Fórum sobre Economia azul e Investimento, que terá lugar esta terça-feira na Conferência dos Oceanos, vai repetir-se em Portugal no próximo ano.

Segundo o primeiro-ministro, a procura de inscrições excedeu de tal forma a capacidade do espaço que o fórum de amanhã será o evento global de economia azul com maior relevância em 2022.

O fórum em causa "proporcionará uma oportunidade única para pôr em contato investidores, empreendedores e empresas, permitindo-lhes compreender como podem aceder a financiamentos disponíveis".

Costa quer duplicar startups da economia azul e aumentar energias renováveis oceânicas

O primeiro-ministro assumiu como meta nas energias renováveis oceânicas atingir dez gigawatts de capacidade até 2030 e duplicar o número de startups na economia azul, bem como o número de projetos apoiados por fundos públicos.

"É urgente reconhecer o nexo determinante entre clima e oceano, que nos exige a sua proteção como o principal regulador climático e sumidouro de carbono, mas que nos proporciona também recursos essenciais da nossa estratégia de descarbonização e de autonomia energética. Nesse sentido iremos apostar na produção de energias renováveis oceânicas com vista a atingir dez gigawatts de capacidade até 2030", declarou o primeiro-ministro.

Neste contexto, António Costa adiantou que Portugal irá criar, em parceria com a Agência Europeia de Segurança Marítima, "uma zona piloto de emissões controladas no mar português".

Na sua intervenção, o primeiro-ministro considerou a economia azul "um elemento central" da estratégia de desenvolvimento nacionais.

"Queremos promover o empreendedorismo, o emprego e a inovação, em particular na bio economia do mar. Com este objetivo vamos operacionalizar o campus do mar, incluindo a criação de um Hub Azul, para duplicar o número de startups na economia azul, bem como o número de projetos apoiados por fundos públicos", disse.


Para proteger os oceanos é preciso combater a pirataria marítima, defende Presidente angolano

O Presidente de Angola alertou hoje que o mundo não conseguirá alcançar os objetivos relacionados com a proteção dos oceanos se não lidar com a pirataria marítima, nomeadamente no Golfo da Guiné e no Corno de África.

"Estamos convencidos que não conseguiremos realizar os objetivos relacionados com a proteção do ecossistema marinho se não assumirmos com coragem a necessidade de reforçar a capacidade de defesa e segurança marítima fortemente ameaçadas por grupos de modernos piratas do mar que desenvolvem a sua atividade terrorista nas principais rotas marítimas, ameaçando seriamente o comércio Internacional e a segurança nos oceanos", disse João Lourenço, ao intervir no plenário da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas.

O chefe de Estado defendeu por isso a necessidade de "alargar a cooperação internacional com os países destas regiões, de modo a dotá-los da capacidade para fazerem face a esta ameaça global".

O grupo de ativistas Ocean Rebellion manifestou-se esta manhã no Terreiro do Paço, em Lisboa, contra a exploração da pesca e a poluição dos oceanos

Fotos: Carlos Costa/AFP

"Os políticos vão, os oceanos ficam." Marcelo diz que Conferência dos Oceanos acontece "no tempo e lugar certos"

Marcelo Rebelo de Sousa toma a palavra no arranque da Conferência dos Oceanos. O Presidente da República afirma que este "é o tempo e o lugar certos" para esta conferência, sublinhando que é "uma honra e um prazer" ter a presença de António Guterres, "um homem de princípios e convicções".

"Portugal é uma plataforma entre oceanos, continentes, culturas e civilizações", diz Marcelo, lembrando que apesar de a conferência ter sido adiada durante dois anos devido à pandemia de Covid-19, este "é o tempo certo, porque os oceanos são centrais no poder geopolítico, saúde, recursos económicos, mobilidade, migrações, desenvolvimento científico e tecnológico".

"É o tempo certo, porque devemos recuperar o tempo perdido e dar uma hipótese à esperança. Antes que seja tarde", reforça Marcelo.

"Os políticos vão, os oceanos ficam", assinala Marcelo, acrescentando que "os oceanos são vitais para tantas pessoas e para as gerações mais jovens que vão liderar o futuro".

"O tempo certo, o lugar certo, a abordagem certa. A pandemia ou guerra não podem ser desculpa para esquecer os desafios estruturais", diz o chefe de Estado, frisando a "ambição" desta conferência.

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"Vivemos numa emergência oceânica." Guterres apela à proteção dos oceanos

António Guterres, secretário-geral da ONU, começa por dizer algumas palavras em português, afirmando que "é com gosto e satisfação que regresso ao Parque das Nações para este evento de maior relevância".

Guterres sublinha que este evento representa "unidade e aproximação entre os estados membros em torno dos assuntos do mar e da proteção dos oceanos".

Voltando a falar em inglês, o secretário-geral da ONU diz que o "oceano conecta-nos". "Infelizmente, tomamos o oceano por garantido e agora vivemos numa emergência oceânica", considera, enumerando os problemas ambientais presentes nos oceanos.

"Não podemos ter um planeta saudável, sem um oceano saudável", frisa.

António Guterres deixa algumas recomendações: "Investir na sustentabilidade dos oceanos e fazer com que os oceanos sejam um modelo para a gestão dos problemas globais, prevenindo todos os tipos de poluição."

"Os oceanos levam-nos a todo o lado, abrem horizontes e possibilitam um futuro mais sustentável para todos", finaliza.

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"Vivemos uma emergência oceânica." Guterres apela à proteção dos oceanos

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Guterres sublinha que este evento representa "unidade e aproximação entre os estados membros em torno dos assuntos do mar e da proteção dos oceanos".

Voltando a falar em inglês, o secretário-geral da ONU diz que o "oceano conecta-nos". "Infelizmente, tomamos o oceano por garantido e agora vivemos numa emergência oceânica", considera, enumerando os problemas ambientais presentes nos oceanos.

"Não podemos ter um planeta saudável, sem um oceano saudável", frisa.

António Guterres deixa algumas recomendações: "Investir na sustentabilidade dos oceanos e fazer com que os oceanos sejam um modelo para a gestão dos problemas globais, prevenindo todos os tipos de poluição."

"Os oceanos levam-nos a todo o lado, abrem horizontes e possibilitam um futuro mais sustentável para todos", finaliza.

Risco ou oportunidade? A escolha é de cada um

O Presidente do Quénia, país que organiza a Conferência dos Oceanos em conjunto com Portugal, espera que este encontro marque a mudança “das propostas para os atos, com base na ciência tecnologia e investigação".

“Esperamos ouvir soluções”, afirmou Uhuru Kenyatta no seu discurso na abertura.

O oceano é casa de 80% da vida na Terra, mas a ação do homem põe essa vida em risco, lembrou o chefe de Estado.

"Se os oceanos fossem geridos de forma mais sustentável podiam produzir até seis vezes mais comida e gerar até 40% mais energia renovável."

Há, nos oceanos, "um grande risco, mas também uma grande oportunidade. O fardo da escolha cabe a cada um de nós."

"Não basta definir área marinhas protegidas, é preciso investir"

Para o especialista em Biologia do Mar Profundo o objetivo de 30% só é viável se as áreas marinhas protegidas forem designadas para atingir objetivos de gestão e conservação muito bem definidos." Esta discussão dos 30% interessa aos políticos, porque tem objetivos quantificáveis, mas não servem de nada se não forem colocados nos sítios mais importantes. Mais importante do que estabelecer áreas marinhas protegidas, é ter objetivos de gestão e conservação muito bem definidos, só assim é possível identificar as ferramentas de gestão para atingir esses objetivos. A ideia de que ter 30% de áreas marinhas protegidas é atingir os objetivos é errada, porque podem colocar-se as áreas marinhas protegidas em sítios que não têm valor ecológico nenhum e do ponto de vista da gestão e conservação não se atingem os objetivos".

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Sanções "complicam" mas meta russa para neutralidade carbónica será cumprida, afirma Kremlin

O conselheiro do Kremlin para os Assuntos Climáticos referiu esta segunda-feira que as sanções do Ocidente podem causar "complicações" a curto prazo, mas assegurou que a meta do Presidente russo Vladimir Putin para a neutralidade carbónica será cumprida.

"No curto prazo prevemos algumas complicações relacionadas com restrições sancionatórias ao abastecimento de certos aparelhos e equipamentos, mas isto é ultrapassável", garantiu à agência Lusa Ruslan Edelgeriyev.

O líder da delegação russa na Conferência dos Oceanos em Lisboa, que decorre entre hoje e 01 de julho, assegurou ainda que os objetivos para o "longo prazo não mudam" e que "todas as incumbências do Presidente da Federação da Rússia para atingir a neutralidade carbónica serão cumpridas".

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Suspensão da cooperação na área do clima pode ter "efeito catastrófico", diz Kremlin

O líder da delegação russa na Conferência dos Oceanos em Lisboa alertou esta segunda-feira que a suspensão da cooperação na área do clima ou proteção ambiental pode ter um "efeito catastrófico" para o planeta e a sua recuperação "exigir décadas".

"A suspensão da cooperação na área do clima ou da proteção ambiental não afetará nada além de impedir o progresso nessas áreas. Isso pode ter um efeito catastrófico para o nosso planeta, sendo que a recuperação poderá exigir décadas", frisou à agência Lusa Ruslan Edelgeriyev, conselheiro do Presidente russo Vladimir Putin que vai encabeçar a delegação russa na conferência das Nações Unidas sobre os oceanos.

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Luanda, Buenos Aires ou Tóquio. Portugal levou conversas azuis antes da Conferência dos Oceanos

​​​​​​​A reta final de preparação da Conferência dos Oceanos em Lisboa levou a diplomacia portuguesa a organizar uma série de conferências e debates em todos os cantos do planeta. O Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros esteve em algumas delas.

As Blue Talks realizaram-se em Luanda, Buenos Aires e Tóquio, num total de 50 países, sempre organizadas pelas embaixadas portuguesas, e nalguns casos, com a presença do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Francisco André.

O governante explicou à TSF, que esta iniciativa trouxe frutos para aquele que será o resultado final da Conferência dos Oceanos, em Lisboa.

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Suspensão da cooperação na área do clima pode ter "efeito catastrófico", alerta Conselheiro do Kremlin

O líder da delegação russa na Conferência dos Oceanos em Lisboa alertou hoje que a suspensão da cooperação na área do clima ou proteção ambiental pode ter um "efeito catastrófico" para o planeta e a sua recuperação "exigir décadas".

"A suspensão da cooperação na área do clima ou da proteção ambiental não afetará nada além de impedir o progresso nessas áreas. Isso pode ter um efeito catastrófico para o nosso planeta, sendo que a recuperação poderá exigir décadas", frisou à agência Lusa Ruslan Edelgeriyev, conselheiro do Presidente russo Vladimir Putin que vai encabeçar a delegação russa na conferência das Nações Unidas sobre os oceanos.

No contexto atual de invasão russa da Ucrânia, o diplomata de 46 anos, antigo primeiro-ministro da Chechénia, aludiu à Guerra Fria para reforçar que, mesmo nessa época, os dois blocos (do Leste e do Ocidente) "cooperavam no domínio da proteção ambiental".

"Se não estamos unidos mesmo nas coisas tão óbvias, como a prevenção das alterações climáticas globais, então como podemos falar das coisas mais complexas?", questionou Edelgeriyev.

"Vamos ter que nos habituar a viver com menos água", alerta ministro do Ambiente

Os portugueses vão ter de se habituar a viver com menos água, alerta o ministro do Ambiente, que deixa também um aviso a investidores: o Governo "não tem qualquer tipo de limitação na aplicação de restrições" de consumo.

Em entrevista à Agência Lusa, numa altura em que o país vive uma das maiores secas de que há registo, o ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, salienta que o mais importante é haver água para consumo das pessoas, e que se começar a faltar água o Governo aplica "as restrições que forem necessárias".

"Não vale a pena, quem promove determinado tipo de investimentos ou infraestruturas, não ter em consideração que a água é um recurso escasso. E não temos qualquer tipo de limitação na aplicação de restrições quando tal é necessário. É o que temos feito", disse Duarte Cordeiro, avisando que quem investe sem ter em conta a escassez de água pode ter consequências.

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Milhares de participantes a partir desta segunda-feira na Conferência da ONU em Lisboa

Mais de 7.000 pessoas, entre elas representantes de 140 países, alguns ao mais alto nível, participam a partir desta segunda-feira em Lisboa na segunda Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, o maior evento de sempre dedicado ao tema.

É esse o tema que de hoje a sexta-feira reúne políticos, entre os quais 25 chefes de Estado e de governo e uma centena de ministros, pelo menos 38 agências especializadas e organizações internacionais, quase 1.200 organizações não-governamentais e outras entidades, mais de 400 empresas e centena e meia de universidades.

Os números fazem da conferência de Portugal o maior evento alguma vez realizado sobre os oceanos, os seus problemas, a forma de os proteger ou as oportunidades económicas.

De segunda a sexta-feira serão debatidos temas como o combate à poluição marinha, promover e fortalecer economias sustentáveis baseadas nos oceanos, gerir e conservar ecossistemas marinhos e costeiros, minimizar a acidificação, desoxigenação e aquecimento dos oceanos, tornar a pesca sustentável, aumentar o conhecimento científico e a tecnologia marinha, melhorar o uso sustentável dos oceanos, e potenciar as ligações entre o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14 (proteger a vida marinha) e outros Objetivos da Agenda 2030.

"Correr contra o relógio." Marcelo espera que Conferência dos Oceanos ajude a recuperar tempo perdido

Marcelo Rebelo de Sousa sublinha que está muito esperançoso para a Conferência dos Oceanos das Nações Unidas. Numa festa de boas vindas, este domingo, no Oceanário, em Lisboa, o Presidente da República voltou a citar António Guterres, afirmando que já se perdeu demasiado tempo e que é hora de fazer a diferença quanto à sustentabilidade do planeta.

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