Restaurantes, máscaras, teletrabalho. O que muda a partir de agora?

Fim do limite máximo de pessoas por grupo nos restaurantes ainda não é para já, mas os horários vão ser alargados. As máscaras devem dizer adeus às ruas em setembro.

PorGonçalo Teles
© Miguel A. Lopes/Lusa

Comer, trabalhar e andar na rua serão três dimensões normais da vida de qualquer português, mas também elas viram-se apanhadas no meio da pandemia de Covid-19. O Conselho de Ministros desta quinta-feira trouxe, pois, novidades para cada uma delas.

A primeira é a de que os restaurantes deixam de ter horários de funcionamento limitados. O primeiro-ministro, António Costa, explicou que a partir do próximo domingo o comércio, a restauração e os espetáculos culturais voltam aos horários normais, com limite máximo até às 2h00, mas continuam a ter de cumprir as regras da DGS.

Assim, ao fim de semana e feriados, em todo o país, vai ser necessária a apresentação do certificado digital Covid-19 ou de um teste negativo para aceder ao interior dos restaurantes.

Até aqui, esta regra só se aplicava aos concelhos de risco elevado e muito elevado, mas é precisamente aí que está outra novidade: a partir de 1 de agosto, todas as regras são de aplicação continental. E não se preocupe com as horas a que está na rua: deixa também de existir a limitação horária de circulação na via pública, que até aqui se iniciava às 23h00.

Lá mais para a frente neste ano, quando Portugal atingir os 85% de população completamente vacinada, os restaurantes vão deixar de ter de obedecer a um número máximo de pessoas por grupo.

<strong>Tenho de usar máscara?</strong>

Sim, não e sim. Depende do contexto. Por agora, mantém-se a obrigatoriedade do uso de máscara na rua quando não for possível praticar uma distância de segurança.

Há, no entanto, um momento em que isso vai mudar: será, estima o Governo, no início de setembro, quando Portugal atingir os 75% da população completamente vacinada. Aí, o uso obrigatório de máscara na via pública acaba.

Mas a obrigatoriedade mantém-se em espaços fechados e nos transportes públicos. Ou seja, apesar de poder ir até à porta de um restaurante sem máscara - isto se estiver em segurança - terá de a colocar para aceder ao interior.

Questionado sobre esse assunto, o primeiro-ministro foi perentório e confirmou que sim, as máscaras são para manter em ambientes interiores - sejam ou não de restaurantes. Ainda assim, relativamente à exceção inicial - o uso obrigatório na via pública quando haja ajuntamentos - António Costa disse apenas que era uma "questão de bom senso".

"Se as pessoas estiverem num grande ajuntamento, é evidente que têm de ter máscara", sublinhou, acrescentando que, por outro lado, se estiverem sozinhas ou acompanhadas de pessoas com quem convivem habitualmente, poderão dispensá-la. E mais: "Se estão em casa com a família, não é preciso."

<strong>Casa ou trabalho?</strong>

É outra das novidades. A partir de domingo, o teletrabalho "passará de obrigatório a recomendado em todas as atividades em que seja possível".

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje que as restrições de horários no comércio e restauração acabam em 1 de agosto, mantendo-se a obrigatoriedade de uso de certificado digital em espaços interiores aos feriados e fins-de-semana.

"Eliminaremos genericamente as limitações horárias às atividades, e portanto quer o comércio, quer a restauração, quer os espetáculos, poderão retomar os seus horários normais, com uma limitação geral de tudo estar encerrado às duas da manhã", disse o chefe do Governo no 'briefing' após a reunião do Conselho de Ministros, que decorreu hoje no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

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