Sobe para 37 o número de casos de varíola dos macacos em Portugal

Direção-Geral da Saúde confirmou mais 14 casos do vírus em território luso.

PorCátia Carmo
© Leonardo Negrão / Global Imagens

Há mais 14 casos confirmados de varíola dos macacos em Portugal, avança a Direção-Geral da Saúde (DGS). Sobe, assim, para 37 o número total de casos no país.

Os casos confirmados registaram-se nas regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo e Algarve e o o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) aguarda resultados de outras amostras.

"Os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis e em ambulatório. Estão em curso os inquéritos epidemiológicos dos casos suspeitos que vão sendo detetados, com o objetivo de identificar cadeias de transmissão e potenciais novos casos e respetivos contactos", pode ler-se no comunicado da DGS.

A transmissão do vírus "Monkeypox" sucede quando uma pessoa contacta com o vírus a partir de um animal ou outra pessoa com infeção ou de material contaminado.

O vírus pode transmitir-se dos animais para os humanos através de uma mordidela, um arranhão ou por contacto com fluidos. A transmissão entre humanos pode ocorrer através de gotículas respiratórias, contacto com fluidos corporais ou feridas e roupas ou lençóis contaminados.

Em humanos, os sintomas da infeção com o vírus "Monkeypox" são semelhantes, mas mais leves, aos da varíola. No entanto, ao contrário da varíola, a "Monkeypox" faz com que os gânglios linfáticos inchem.

O período de incubação (tempo desde a infeção até ao aparecimento dos sintomas) do vírus "Monkeypox" é geralmente de 7 a 14 dias.

A doença dura, em média, duas a quatro semanas e em África mata até uma em cada dez pessoas, de acordo com o CDC.

Apesar de a doença não requerer uma terapêutica específica, a vacina contra a varíola, antivirais e a imunoglobulina vaccinia (VIG) podem ser usados como prevenção e tratamento para a "Monkeypox".

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças recomendou na quinta-feira o isolamento de casos suspeitos e a vacinação para contactos de alto risco com pessoas com "Monkeypox".

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