Antiga EN13 que aluiu domingo na Maia cortada nos dois sentidos durante um mês

A Câmara da Maia indica que a antiga EN13 será cortada nos dois sentidos e que as obras de reabilitação "terão uma duração de 30 dias".

A antiga Estada Nacional 13 (EN13), avenida na Maia que sofreu um aluimento de piso no domingo, vai ser cortada ao trânsito a partir das 13h00 desta quarta-feira e durante um mês, indicou a autarquia local.

Em comunicado, a Câmara da Maia indica que a antiga EN13 será cortada nos dois sentidos e que as obras de reabilitação "terão uma duração de 30 dias".

A autarquia esclarece que o corte de trânsito resulta da necessidade de proceder aos trabalhos de reabilitação e colocação da conduta hidráulica.

Na mesma nota, a Câmara da Maia esclarece que no sentido norte/sul o trânsito será desviado pela rua da Ponte de Moreira até à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Ponte de Moreira, enquanto no sentido sul/norte o trânsito continuará a ser desviado pela Autoestrada 41 (A41).

A Câmara da Maia reafirma esta quarta-feira que conseguiu a suspensão da portagem, uma informação que já tinha sido veiculada na segunda-feira, também em comunicado da autarquia, dia em que indicou que os utilizadores que tenham de optar pela A41, por esta ser a única alternativa, serão isentados de pagamento de pórticos.

Já na terça-feira, em resposta escrita enviada à agência Lusa, a Câmara da Maia indicou que a reparação daquele aluimento devido à rutura de um aqueduto deverá custar cem mil euros, estimando que as obras teriam a duração de "duas a três semanas".

Contudo, esta quarta-feira é explicado que a dilatação do prazo para cerca de um mês "deve-se à necessidade de colocação da conduta em betão armado reforçado, à posterior compactação e estabilização do solo e pavimentação definitiva".

"Aquando da construção do IC24, atual A41, há 30 anos, foi utilizada uma conduta em chapa de aço não oxidável [tipo Armaco] para conduzir a linha de água existente no local. Em alguns locais, esta conduta cedeu por envelhecimento, tendo provocado o seu abatimento. A água continuou a correr e foi arrastando os solos. A este problema, acresce a grande pressão a que o piso é sujeito com uma sobrecarga de veículos, que fogem da coroa de autoestradas portajadas", descreve a autarquia.

Segundo a mesma nota, esta situação é semelhante à que ocorreu em fevereiro de 2016 na própria A41, em Alfena, concelho de Valongo, altura em que o piso também sofreu um abatimento que só ficou resolvido em maio.

A Câmara Municipal da Maia garante que vai optar por uma solução "resistente e duradoura", prevendo-se que esta passe por canalizar a linha de água por uma conduta de betão armado reforçado com cerca de dois metros de diâmetro.

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