APA garante que barragem do Fratel já está livre de algas

Movimento proTejo acusa Portugal e Espanha de não cumprirem as diretrizes e ameaça com queixa em Bruxelas. A Agência Portuguesa do Ambiente desmente as acusações.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) desmente as acusações do proTEJO, alegando que se verifica a existência de algas [cianobactérias] na barragem do Fratel.

Em declarações à TSF, a APA adianta que a situação relata pela proTEJO já não corresponde à realidade e que Portugal tem estado em contacto com as autoridades espanholas desde que o problema foi diagnosticado.

A proTEJo tinha defendido, esta sexta-feira, que o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, deveria exigir explicações ao Governo espanhol devido à poluição de cianobactérias no rio Tejo com origem em Espanha. O movimento cívico denunciou ainda a necessidade de se proceder a uma queixa à Comissão Europeia.

Ouvido pela TSF, o porta-voz da proTejo, Paulo Constantino, insistiu que nem Portugal, nem Espanha estão a cumprir a Diretiva-Quadro da Água e, por isso, o movimento vai avançar com uma queixa em Bruxelas.

No entanto, o vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Carlos Pimenta Machado, garante que, esta manhã, já não há sinais de algas na barragem.

"Pelas 8h00 da manhã, na nossa recolha, que fazemos todos os dias, em Vila Velha de Ródão na barragem do Fratel, pela inspeção visual -- já recolhemos amostra da água do Tejo -- não se verifica a presença de algas", declarou Pimenta Machado. Outras amostras recolhidas mais a jusante mostram "uma redução muito forte da presença de algas", acrescentou.

O responsável acrescenta que Portugal continua a cumprir a Diretiva-Quadro da Água, apesar de, em Espanha, haver problemas ao nível das águas residuais.

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