Aristides de Sousa Mendes, o cônsul que abriu a porta de Portugal aos refugiados

Muitas das histórias contadas pela investigadora Margarida de Magalhães Ramalho, no livro "Fios vermelhos", só foram possíveis pelo gesto de Aristides de Sousa Mendes.

A autora do elogio fúnebre de Aristides de Sousa Mendes, na cerimónia de terça-feira, no Panteão Nacional, é também coautora do Museu Virtual de Aristides.

A investigadora Margarida Magalhães Ramalho, reconhece que a cerimónia tem o poder de acabar formalmente com a polémica do reconhecimento do papel de Aristides, que o estado novo destratou como funcionário.

Mesmo reconhecendo, que não é possível convencer toda a gente.

A autora do livro "Fios Vermelhos" (Clube do Autor) foi responsável científica de Vilar Formoso - Fronteira da Paz, e do Memorial de Aristides.

No livro, conta histórias de famílias - de judeus, mas não só - que encontraram abrigo, ou porto seguro de passagem, em Portugal.

Os gestos de Aristides, em Bordéus, e o reduzido nível de antissemitismo em Portugal, por comparação com o resto da Europa, nessa altura da história, criaram um caminho seguro para milhares de famílias.

Ainda hoje, não se sabe, quantas pessoas beneficiaram dos vistos assinados pelo cônsul de Portugal em Bordéus, mas os historiadores trabalham com números que variam entre os 10 e os 15 mil.

No livro "Fios Vermelhos", a investigadora Margarida de Magalhães Ramalho conta histórias de famílias nobres, comerciantes banqueiros, políticos, e muitos outros, garantindo que falou com quase todos ou com os seus descendentes.

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