ARS Alentejo espera que autoridades definam novas estratégias de combate à Covid-19

José Robalo ainda não dá o surto em Reguengos de Monsaraz como controlado.

O presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo garante que a ARS já fez tudo o que devia ter feito para controlar a propagação da pandemia de Covid-19 na região. Segundo a última atualização epidemiológica da Direção-Geral da Saúde (DGS), o Alentejo contabiliza 520 casos de Covid-19.

A morte de três pessoas infetadas com Covid-19 elevou este domingo para 12 o número de óbitos relacionados com o surto em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, informou o município.

As vítimas, uma mulher de 93 anos, um homem de 82, e outro de 52, que é também a primeira vítima na comunidade do surto detetado num lar em 18 de junho, estavam todas internadas no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).

Em declarações à TSF, o José Robalo explica que, perante o que ainda se verifica, espera que as autoridades de saúde reavaliem a situação no Alentejo.

"O que está a ser ponderado é esperar que haja uma definição, em termos estratégicos, das necessidade reais de profissionais e que seja definido pelas autoridades de saúde quais são as necessidade efetivas de prestação de cuidados", explica o presidente da ARS.

Os profissionais de saúde "continuam a colaborar" para que os cuidados de saúde sejam garantidos, garante José Robalo. Sobre a situação em Reguengos de Monsaraz, que ontem o autarca do concelho dizia estar controlada, o responsável revela ter uma posição diferente.

"Eu gostava de ser otimista", admite, "mas vamos esperar para ver, ainda não temos os dados todos que nos permitam comunicar que as coisas estão controladas". Há uma equipa "bastante larga" envolvida na tentativa de controlo da doença.

Os utentes do lar estão já "num pavilhão com características completamente diferentes" e os profissionais de saúde já conseguem rentabilizar o seu trabalho. "Com a estabilização das pessoas que estão neste equipamento poderemos controlar mais a situação", explica.

Até agora, a ARS "pediu colaboração a todas as unidades locais de saúde do Alentejo" para saber as suas disponibilidades relativas à dispensa de profissionais para colaborar e, depois de um bom início, há neste momento "mais dificuldades em obter colaboração".

"Temos também a colaboração das Forças Armadas" que têm apoiado as ações da ARS, bem como a ajuda dos profissionais do ACES do Alentejo Central.

Para este domingo e segunda-feira está prevista a realização de mais cerca de 50 testes, que continuam a decorrer na Área Dedicada Covid-19 de Reguengos de Monsaraz, entretanto transferida do Parque de Feiras e Exposições para o Pavilhão Polidesportivo da Escola António Gião (Escola Amarela).

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