As falhas das Infraestruturas de Portugal e IMT, partículas nos Açores e outros destaques TSF

Acidente matou duas pessoas e feriu 44. Investigação final responsabiliza gestor da linha de comboio e supervisão do Estado.

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) encontrou inúmeras falhas "sistémicas" e antigas da Infraestruturas de Portugal (IP; gestora da ferrovia portuguesa) e do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT, enquanto autoridade nacional de segurança ferroviária), que ajudaram a provocar o acidente com um Alfa Pendular, em Soure, que em julho de 2020 matou duas pessoas e feriu outras 44 - três delas de forma grave. O relatório final de investigação, a que a TSF teve acesso, confirma o erro humano dos dois funcionários.

Em reação às conclusões do relatório, a IP rejeitou, esta sexta-feira, responsabilidades no descarrilamento do comboio Alfa Pendular. "Da leitura do relatório, resulta evidente que não foi apurada qualquer falha no funcionamento da infraestrutura ferroviária. A sinalização existente na Estação de Soure, em termos de localização e visibilidade, cumpre integralmente o normativo técnico e regulamentação vigente e, no momento do trágico acidente, funcionou como previsto", sublinhou a IP num comunicado de imprensa.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) detetou a chegada ao arquipélago dos Açores de partículas sob a forma de aerossol sulfato vindas da erupção do vulcão de Cumbre Vieja, que desde o passado dia 19 de setembro atinge a ilha de La Palma, nas Canárias.

Félix Rodrigues, especialista em física e química da atmosfera e doutorado em poluição atmosférica, classifica a informação divulgada pelo IPMA como, no mínimo, precipitada. Para este professor da Universidade dos Açores, não há dúvidas de que a neblina que se verifica nas ilhas do grupo central e oriental é motivada por poeiras do deserto do Saara e confessa à TSF que ficou surpreendido com a comunicação do IPMA.

Com a entrada em vigor das novas medidas de combate à Covid-19, Portugal deixa de obrigar os viajantes que cheguem a território nacional a cumprir o isolamento profilático. Numa nota divulgada, o ministério da Administração Interna, explica que "mantém o reconhecimento, em condições de reciprocidade e desde que cumpram determinados requisitos, dos certificados de vacinação e de recuperação emitidos por países terceiros a cujos titulares tenham sido administradas vacinas aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento (Janssen, AstraZeneca, Moderna, Pfizer)".

Nos EUA, a farmacêutica norte-americana Merck anunciou que o molnupiravir, um medicamento experimental para tratar os casos graves de Covid-19, reduz o risco de hospitalização ou morte em cerca de 50%, segundo os resultados de ensaios clínicos provisórios, citados pela BBC. Agora, a farmacêutica vai solicitar ao regulador dos Estados Unidos da América (EUA) autorização de uso de emergência do medicamento para tratar pessoas infetadas com o SARS-CoV-2.

O presidente do Chega, André Ventura, anunciou que vai apresentar a demissão e pedir a convocação de novas eleições para a direção do partido. A decisão surge na sequência da decisão do Tribunal Constitucional, conhecida esta quinta-feira, que declarou ilegais os estatutos aprovados pelo Chega no seu penúltimo congresso.

Do lado do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos quer que o partido esteja ao lado dos portugueses e responda às suas necessidades. Para isso, anunciou que vai recandidatar-se à liderança do partido e, em jeito de balanço dos resultados nas eleições autárquicas, pediu ao conselho nacional a marcação de uma reunião para análise dos resultados.

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