As novas regras para voar. Distância, sim, mas só quando for possível

Guia das autoridades europeias prevê máscaras, sempre, menos refeições e fortes limites às vendas a bordo. Até as despedidas da família nos aeroportos devem mudar.

Um novo protocolo da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) e do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), que deverá servir de guião a cada estado-membro no regresso generalizado dos voos aos aeroportos da União Europeia, prevê uma distância de 1,5 metros entre passageiros, mas apenas sempre que for possível.

As exceções, que no fundo abrem a porta a que os aviões não vejam parte da lotação cortada, incluem a "carga de passageiros" prevista para cada avião ou a "configuração da cabine".

Ou seja, as companhias "devem garantir, até à medida do possível", a tal distância física de 1,5 metros entre os passageiros, apesar da EASA e ECDC admitirem que o novo guião permite que exista "flexibilidade" por causa dos "constrangimentos de espaço".

É avançado um exemplo de uma estratégia para contornar os casos em que a distância está em causa: as pessoas da mesma família que vivem na mesma casa podem ser sentadas lado a lado o que pode obrigar a mudar, em certos casos, a forma de atribuição dos lugares.

"Se a distância física não poder ser garantida por causa da carga de passageiros do avião, da configuração dos lugares ou outros constrangimentos operacionais, os passageiros e os membros da tripulação devem aderir, a todo o momento, a todas as medidas preventivas, incluindo estrita higiene das mãos, etiqueta respiratória e usar uma máscara facial", detalha o documento conjunto da EASA e do ECDC.

Aliás, o protocolo prevê que a máscara deve estar na cara de todos desde que entram no aeroporto de partida até ao momento em que saiam do aeroporto de chegada.

Comida mínima e sem duty free

Nas restantes medidas para prevenir a Covid-19, os serviços de refeições devem ser reduzidos "ao mínimo necessário para garantir o conforto e bem-estar dos passageiros, tendo em conta a duração do voo".

Deve ser considerado acabar com as vendas duty free ou de outros produtos não essenciais a bordo, reduzir o serviço de comidas e bebidas e evitar ao máximo os pagamentos com dinheiro.

Sem adeus e desembarque por filas

Estão ainda previstas medidas de prevenção para cada fase de uma viagem aérea, incluindo na partida e aterragem, ou seja, ainda no aeroporto.

Em terra o acesso aos terminais deve ser restrito a passageiros e membros da tripulação, evitando-se ao máximo que pessoas que não sigam de viagem entrem no aeroporto.

Um exemplo: aqueles que não vão viajar vão ter de se despedir do passageiro antes de este entrar no edifício do terminal.

Se for usado um autocarro para chegar ou sair do avião deve ser considerado aumentar o número de veículos de forma a permitir a distância de segurança de 1,5 metros.

O desembarque deve ser feito por filas ou usando um método alternativo que garanta esse distanciamento para evitar as habituais filas em pé dentro da aeronave.

Assinar uma declaração

Qualquer passageiro que tenha sintomas associados ao novo coronavírus (febre, tosse, súbita perda de cheiro ou falta de capacidade respiratória) tem de cancelar qualquer viagem.

Todos deverão ser questionados e assinar uma declaração, antes de receberem o boarding pass, sobre o seu estado de saúde e se têm ou não algum sintoma da Covid-19.

Se a meio de um voo for detetado um caso suspeito os passageiros sentados dois lugares ao lado, à frente ou por trás serão considerados contacto próximo e serão questionados pelas autoridades nacionais de saúde caso a suspeita de doença se venha a confirmar.

A EASE e o ECDC dizem que o próximo passo está do lado dos aeroportos e companhias aéreas que devem adaptar este manual europeu de segurança na aviação às suas operações concretas.

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